obra:ga17:obscuridade-dunkelheit-10
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| + | ===== GA17:10-13 – OBSCURIDADE ===== | ||
| + | Dunkelheit | ||
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| + | **b) Phainomenon como aquilo que se mostra de si mesmo (das Sichzeigende), | ||
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| + | 1. O conceito de [[f> | ||
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| + | 2. A determinação do que seja a escuridão não é tão simples quanto pareceria a uma argumentação superficial, | ||
| + | * Nem tudo o que é visível se mostra na luz, mas apenas a cor própria de cada coisa, havendo coisas que não se veem na luz e que, no entanto, produzem percepção na escuridão, como aquilo que aparece com aspecto ígneo. | ||
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| + | 3. A diferença entre a escuridão e a luz do dia só pode ser compreendida a partir de uma distinção fundamental da filosofia aristotélica, | ||
| + | * Na medida em que a escuridão é um modo de "estar ausente", | ||
| + | * O ser da escuridão consiste em ser luz do dia em potência; a impossibilidade de apreender essa estrutura peculiar decorre de a doutrina das categorias não ter desenvolvido tais categorias primordiais. | ||
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| + | 4. Os conceitos fundamentais da filosofia ([[lx> | ||
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| + | 5. Phainomenon e [[f> | ||
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| + | 6. Phainomenon é aquilo que se mostra de si mesmo como existente, sendo encontrado pela vida na medida em que esta se relaciona com seu mundo de tal modo que o vê, que o percebe justamente na [[f> | ||
| + | * Para retornar aos ídia, é necessário assumir uma atitude isolada e artificial, sendo a expressão phaínesthai já designativa daquilo que foi percebido katá symbebekós. | ||
| + | * Se o sol se mostra, ele está aí com um pé de largura; ele não apenas parece ter essa largura. | ||
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| + | 7. O caráter primordial do ver em Aristóteles evidencia-se no fato de ele não se deixar desorientar pela falta de um nome abrangente para as coisas que somente a noite deixa ver, como os vaga-lumes, importando-lhe apenas que essas coisas estão aí, que são vistas e que, com base em seu conteúdo factual, reivindicam ser tomadas como existentes. | ||
| + | * O visível é a cor, e aquilo que pode ser articulado em um discurso, ainda que se encontre desprovido de nome. | ||
| + | * A ausência de nome para tais coisas indica que a linguagem, enquanto doutrina das categorias, é uma linguagem do dia, o que vale particularmente para a língua grega e se liga ao ponto de partida básico de seu pensamento e de sua formação conceitual. | ||
| + | * Não se pode remediar essa lacuna construindo uma doutrina das categorias da noite, sendo antes necessário retroceder a um ponto anterior a essa oposição para compreender por que o dia possui essa prioridade. | ||
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| + | 8. A expressão pará tá phainómena (além dos fenômenos), | ||
| + | * A ciência tem a tendência de apreender e demonstrar os entes existentes sem deixar nada encoberto, e ser um homem de ciência significa estar posicionado de modo específico frente ao ser do mundo. | ||
| + | * Essa atitude ([[f> | ||
| + | * Quem possui a paideía pode decidir com segurança se aquele que empreende uma investigação está apenas tagarelando ou se o que transmite emerge da própria coisa. | ||
| + | * Com base nessa paideía deve-se decidir que tipo de investigação convém precisamente ao objeto, cabendo estabelecer se, como fizeram os pensadores antigos, se deve pospor o ser e as determinações do ser do objeto para falar primariamente da gênese, ou não. | ||
| + | * A resposta é simples: somente depois de estabelecido o fundamento da investigação pode-se avançar para a questão da origem e do porquê da origem. | ||
| + | * Na construção de uma casa, o primeiro a se estabelecer é a forma ([[f> | ||
| + | * Phainomenon é o próprio ente. | ||
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