obra:ga17:50
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| + | ===== §50 ===== | ||
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| + | **§ 50. Retomada das características do cuidado do conhecer que foram percorridas, | ||
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| + | 1. Pretende-se tentar resumir o que se obteve no curso do exame com respeito ao ser do cuidado e recapitular o que se revela nos diversos caracteres do cuidado como modo de ser do existir enquanto tal, querendo-se igualmente recapitular o que se viu nesses caracteres do cuidado, em particular no cuidado do conhecimento, | ||
| + | * Em conexão com esse resumo e com uma interpretação mais ampla do cuidado como um modo de existir, deparar-se-á com uma conexão fundamental entre o próprio ser do cuidado e aquilo de que esse cuidado cuida, aquilo que está genuinamente sob seu cuidado: o existir como tal. | ||
| + | * Por esse meio, obter-se-á uma concepção mais primordial da conexão já encontrada em Descartes, então construída de modo apressado e formal, a saber, que a consciência é um ente que é ao modo de ter-se-consigo-mesmo, | ||
| + | * Vê-se nisso uma determinação peculiar do ser do cuidado e, com ela, da própria existência, | ||
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| + | 2. No apelo da fenomenologia "às próprias coisas", | ||
| + | * O princípio parece assim ter uma tendência radical, mas, do modo como é interpretado, | ||
| + | * Surge, correspondentemente, | ||
| + | * Neste exame introdutório, | ||
| + | * Esse é um fio do fenômeno básico que permaneceu em foco desde o início e que se designa " | ||
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| + | 3. Um trecho de investigação bem mais importante refere-se ao [[f> | ||
| + | * Por sua vez, essas duas investigações orientadas para o agathon e o [[f> | ||
| + | * Contudo, se assim se o designa, não é no sentido da análise de Dilthey por meio de exposições históricas, | ||
| + | * Ao se tentar retomar o que foi percorrido, e fazê-lo de tal modo que se dirija a atenção explicitamente ao cuidado de conhecer como um modo de existir e, com isso, à própria existência, | ||
| + | * O que emerge no curso dessa demonstração não deve ser buscado como um resultado somatório e uma teoria, consistindo antes o modo genuíno e único de deliberar sobre o que se obteve em torná-lo fecundo para o cultivo do solo em que a investigação concreta deve ser conduzida, em aguçar o olhar para o que está diante dele, em interrogar a existência quanto às suas categorias de ser. | ||
| + | * Quanto mais primordialmente a situação se desenvolve por si mesma e se torna transparente para si mesma, tanto mais evidente e compreensível se torna o que deve ser submetido a uma interpretação, | ||
| + | * Isto é, especificou-se o cuidado ao indicá-lo formalmente como um modo de existir, sendo o cuidado tomado, em uma instância específica e concreta, como o cuidado com o conhecimento, | ||
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| + | **a) Três grupos de caracteres do cuidado a respeito do saber já conhecido e sua determinação como unidade** | ||
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| + | 4. Para esse propósito, limitemo-nos a um caráter do ser do cuidado, caráter obtido no curso da demonstração do caráter fundamental do cuidar: o ser do cuidado com a certeza como um ser-desvelador. | ||
| + | * Interpretar-se-ão os caracteres do cuidar já estabelecidos como caracteres do existir, unicamente em relação a esse caráter fundamental, | ||
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| + | 5. Viu-se anteriormente como o cuidado com a certeza pode ser caracterizado como descuido e enredamento, | ||
| + | * Não se passou a ver o caráter do descuido e o do enredamento do lado do existir, importando agora destacar o cuidado com a certeza em seu movimento concreto como um ser-desvelador com respeito a seus caracteres específicos de cuidar, e compreendê-los como caracteres do ser da existência. | ||
| + | * A interpretação que agora se dará tem a deficiência de ser exposta unilateralmente, | ||
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| + | 6. Os caracteres do cuidado que emergiram da interpretação do cuidado com a certeza, na medida em que é desvelador, podem ser assim relacionados: | ||
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| + | 7. O primeiro grupo é: o modo como o cuidado com a certeza, em seu regimento, ultrapassa a si mesmo (seus limites), um autoexceder-se que se equivoca a respeito de si mesmo, sendo dada, junto com essas determinações, | ||
| + | * O quarto caráter é o do mascaramento. | ||
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| + | 8. O segundo grupo abrange as características do deslocamento ([[lx> | ||
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| + | 9. O terceiro grupo abrange as características do obstruir e do desviar. | ||
| + | * Cada um desses três grupos remete a um caráter específico do modo como o cuidado com a certeza é. | ||
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| + | **α) O autoexceder-se, | ||
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| + | 10. Quanto ao primeiro, no primeiro grupo, o crescente cuidado com a certeza mostra-se de tal modo que faz um desvio para uma estação intermediária bastante específica, | ||
| + | * O que primariamente importa ao cuidado com a certeza é a validade e um caráter vinculante, mas aquilo de que algo vale, o próprio ente, não vem primariamente à vista, não lhe sendo dado o seu devido lugar. | ||
| + | * Ao mesmo tempo, porém, o próprio modo de ser do conhecer não é indagado quanto ao seu ser, nem é profundamente abalado em seu ser, parecendo que esse seria o caso, e é precisamente a busca [por um primeiro princípio indubitável] que faz parecer assim. | ||
| + | * Contudo, essa eversio (reviravolta), | ||
| + | * A eversio e a passagem pelo caminho da dúvida são o mascaramento peculiar que o cuidado com a certeza proporciona a si mesmo, como se um fundar radical de fato lhe importasse, transportando-se o cuidado, por meio desse mascaramento, | ||
| + | * Ele se dá a aparência de ser radicalmente científico, | ||
| + | * O cuidado com a certeza permanece assim no modo do mascaramento, | ||
| + | * Caracteriza-se essa estação intermediária do cuidado como seu afastamento do ser, afastamento tanto do ser do mundo quanto, ainda mais, do ser da própria existência enquanto tal. | ||
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| + | **β) O deslocamento, | ||
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| + | 11. Quanto ao segundo, o deslocamento e o surgimento da falta de necessidade, | ||
| + | * Graças ao modo como o cuidado com a certeza reside na validade e na preocupação com proposições vinculantes, | ||
| + | * Em consequência, | ||
| + | * Isso significa, porém, que a tradição não é ela mesma vista de todo como tradição; se se mantém em vista o que a tradição atinge e como o faz, então a tradição é explícita. | ||
| + | * Na medida em que isso não é o caso e o tradicional é assumido de tal modo que todo o trabalho de fundamentação é assumido, é evidente que a tradição foi perdida de vista. | ||
| + | * Na medida em que a tradição vem do passado e a visibilidade do passado falta no presente e não ganha vida, a temporalidade da existência permanece ausente sob diversos respeitos. | ||
| + | * Isso é evidente pelo fato de Descartes apreender o cogito unicamente como uma res cogitans, como uma multiplicidade de cogitationes, | ||
| + | * O cuidado da certeza, como cuidado com a certeza, é ao mesmo tempo uma preocupação para que a temporalidade permaneça ausente, o que significa, contudo, não encontrar a existência como tal, sendo o cuidado com a certeza um deslocamento do ser. | ||
| + | |||
| + | **γ) O obstruir e o desviar como nivelamento do ser** | ||
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| + | 12. Quanto ao terceiro, ao lado do afastamento do ser e da ausência de temporalidade, | ||
| + | * Na medida em que o cuidado com a certeza, como cuidado com a validade e o caráter vinculante de uma proposição, | ||
| + | * Desde o início, todo o ser é abordado como um conjunto de regiões de ser, alcançáveis por proposições válidas, sendo, nesse processo, a própria existência transportada para o mesmo campo uniforme de ser a que os entes pertencem. | ||
| + | * Por esse meio, em sentido explícito e, de fato, no contexto do cuidado científico, | ||
| + | * O cuidado com a certeza desvia toda questão sobre o ser para uma questão sobre o ser-um-objeto para a ciência, decidindo-se, | ||
| + | * Em relação à existência, | ||
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| + | **b) A fuga da existência diante de si mesma e o desvelamento de seu ser-em-um-mundo, | ||
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| + | 13. Esses três caracteres — o afastamento do ser, a ausência de temporalidade e o nivelamento — devem ser vistos em conjunto, como uma determinação básica da própria existência, | ||
| + | * 1. Esses três caracteres do cuidado com a certeza (a própria certeza como um modo de existência) revelam a existência como algo que foge diante de si mesma, de tal modo que, em fuga de si mesma, ela também providencia a possibilidade de ocultar a existência. | ||
| + | * 2. A existência foge diante de si mesma e soterra suas possibilidades de encontrar-se a si mesma, tornando-se agora evidente, nesse movimento básico da existência, | ||
| + | * Torna-se evidente que o cuidado, na medida em que está voltado para algo de que cuida, cuida também de sua própria existência no curso de cuidar de algo, e aqui, no modo da fuga diante da existência, | ||
| + | * Cuidar do ser do cuidado no curso de estar voltado para algo por meio do cuidar, esse é o mesmo fenômeno que Descartes tomou como cogito me cogitare e ocasião para uma proposição formal-ontológica, | ||
| + | * Para nós, torna-se evidente aí um movimento básico e peculiar da própria existência, | ||
| + | * O que se pretende dizer com isso é que, desde o início, a existência não pode ser primariamente tomada em sentido algum por meio do fenômeno da intencionalidade, | ||
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| + | 14. Quer-se agora tornar mais claro o que significa que a estrutura de ser da existência reside na estrutura do distorcer, pretendendo-se fazer isso concebendo de modo mais incisivo o que se pode extrair do movimento específico de ser como um estar-em-fuga diante de si mesma. | ||
| + | * Na medida em que aqui se trata do cuidado com a certeza, e a certeza está voltada para apreender o mundo, isso significa que todo modo de estar voltado para algo por meio de apreendê-lo, | ||
| + | * Cada ser enquanto apreender, cada conhecer é, visto a partir do fenômeno básico da distorção, | ||
| + | * Aquilo diante de que o cuidado foge é a existência enquanto pode ser conhecida e interpretada, | ||
| + | * Uma tentativa que não veio a se realizar é o alethes da ontologia grega, sendo esse alethes o vislumbre dos gregos para o desvelamento ([[lx> | ||
| + | * Quer-se visualizar o que significa que a existência foge diante de si mesma, e, de fato, com respeito à sua determinação básica de ser-desvelada, | ||
| + | |||
| + | 15. Deve-se mostrar como, com base nos caracteres estabelecidos do cuidar, fatores específicos no modo como a própria existência é movida podem ser determinados, | ||
| + | * Dividiram-se os caracteres do cuidar, como cuidado com a certeza, em três grupos, e extraiu-se de cada um desses três grupos um movimento específico. | ||
| + | * O modo de ser do conhecer, como cuidado com a certeza, reside em um afastamento peculiar do ser, isto é, em uma posição que não deixa esse conhecer, assim caracterizado, | ||
| + | * O cuidado de conhecer, como cuidado com a certeza, tranquiliza-se com essa mesma certeza. | ||
| + | * O segundo grupo compreende o deslocamento, | ||
| + | * O que importa a esse cuidado do conhecer é encontrar um fundamento, e, no entanto, é precisamente esse cuidado que assume, sem qualquer crítica ulterior, todo o acervo de determinações ontológicas que fornecem o solo para o ser desse próprio cuidado. | ||
| + | * Assim se revela toda a tradição, a tradição a partir da qual o cuidado do conhecer desenvolveu esse ideal de ciência como algo não mais adquirido em sentido primordial, significando a ausência da apropriação explícita da tradição que o próprio conhecer, em seu ser, não tem clareza sobre suas próprias possibilidades de ser. | ||
| + | * Pois somente onde um ente se vê em sua situação é que a tradição que o atinge pode tornar-se explícita. | ||
| + | * O último grupo de características determina então o fator mais amplo do movimento, o fator que se caracteriza como o nivelamento do ser, sendo todo ente visto em termos de um único nível básico e uniforme de ser, e ditado o interesse decisivo pela ciência, pelo sistema da ciência. | ||
| + | * Os entes são vistos a partir da perspectiva da ideia do sistema da ciência, sendo, desse ponto de vista, os entes divididos em um conjunto de regiões. | ||
| + | * Por esse meio, toda determinação de ser e, em particular, a da existência, | ||
| + | * Esses caracteres tipificam o ser do conhecer, a saber, o ser do conhecer como um modo de existir. | ||
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| + | 16. Na medida em que o conhecer, nos respeitos mencionados, | ||
| + | * Esse movimento da fuga da existência diante de si mesma não é um que simplesmente se afaste da existência em direção à residência específica da ciência, estando, junto com essa fuga diante de si mesma, a existência preocupada em deslocar-se a si própria. | ||
| + | * O encontro da existência consigo mesma enquanto existência é tornado impossível por essa ontologia, configurando a preocupação com a ideia de ciência uma ontologia específica, | ||
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| + | 17. Com a caracterização desse fator de " | ||
| + | * Antes, esse fenômeno diz que o ente que se pretende captar com " | ||
| + | * Uma preocupação com o próprio existir reside na matéria que se persegue, e, onde a reflexão falta, o fenômeno se revela em seu sentido mais próprio. | ||
| + | * Precisamente então se torna evidente que essa distorção é um modo pelo qual o ser genuíno do cuidado está incluído no objeto de preocupação, | ||
| + | * Luta-se aqui com uma dificuldade particular da linguagem, uma vez que a existência é o tipo de ser que, se deve ser determinado de modo ontologicamente adequado, não pode basicamente ser determinado como um ser que se tem, mas antes como aquele próprio ser que se é. | ||
| + | * Nisso reside já uma interpretação inteiramente específica do ente como o ente existente, e, de fato, esse caráter mostra uma possibilidade do ser da existência, | ||
| + | * Essa possibilidade, | ||
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| + | 18. Esse fenômeno básico da distorção, | ||
| + | * Para nós, esse fenômeno tem o caráter de uma pista metódica, na medida em que, visto de seu ponto de vista, o caráter básico da consciência, | ||
| + | * Ao mesmo tempo, esse fenômeno é o solo estrutural sobre o qual fenômenos como a alegria, o terror, a tristeza, a angústia podem ser explicitados — fenômenos que são negligenciados se determinados como intencionalidade. | ||
| + | * Não se pode apreender o fenômeno da angústia como um modo de estar-relacionado-com-algo, | ||
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| + | **c) Facticidade, | ||
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| + | 19. No que diz respeito à situação básica concreta, importa manter em vista o fundamento para o desenvolvimento e a caracterização ulteriores do movimento do cuidado com a certeza como fuga da existência diante de si mesma por meio do ocultar. | ||
| + | * O cuidado com a certeza foge diante da existência na medida em que é possível que a existência seja conhecida, sendo a fuga do conhecer diante da própria existência a fuga do conhecimento diante da existência com respeito à sua possibilidade de ser transparente, | ||
| + | * A existência está nesse caráter de ser-desvelada, | ||
| + | * Diz-se também de uma pedra: "ela está aqui", mas ela está aqui na vizinhança de meu mundo, na vizinhança de meu ser que está no mundo ao modo de ter o mundo em vista (in der Weise des die Welt Sichtig-habens). | ||
| + | * "Ter em vista" significa que o ente que está no mundo está em vista junto com ele (Mit-sichtig-sein), | ||
| + | * A facticidade não é uma instância concreta de algum universal, mas antes a determinação primordial de seu ser específico enquanto existência. | ||
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| + | 20. Ao se olhar mais de perto o fenômeno da fuga da existência diante de si mesma ao modo do ocultar, tal como o sentido da existência é interpretado nessa fuga do ser diante de si mesmo, torna-se evidente que a existência é do tipo que resiste a si mesma. | ||
| + | * Esse modo de defender-se-contra-si-mesma não é uma contingência da existência, | ||
| + | * A ameaça contra a qual a existência se defende reside no fato de que ela é, sendo o fato de que ela é a própria ameaça da existência, | ||
| + | |||
| + | 21. Se agora se coloca a questão do que é aquilo contra que a existência se defende e do que seja de fato a ameaça diante da qual a existência foge, toma-se o índice para a consideração a partir da direção da fuga e do modo de ser do fugir. | ||
| + | * O cuidado com a certeza caracteriza o ser da existência como tal e, quanto a ele, o que importa é desaparecer em alguma tranquilização, | ||
| + | * Para tornar a matéria concretamente visível, é preciso recorrer à segunda possibilidade: | ||
| + | * No conhecer, o que importa é tornar-se familiarizado com um ente, estar em casa com ele em um modo de existir que foi assegurado, isto é, contudo, que, na medida em que uma familiaridade [com os entes] no mundo é aquilo para onde (wohin) a fuga foge, aquilo diante de que ([[lx> | ||
| + | * A estranheza é a ameaça genuína a que a existência está submetida, sendo a estranheza a ameaça que reside na própria existência, | ||
| + | * Esse fenômeno da estranheza nada tem a ver com a solidão, com uma incapacidade de participação que impede alguém disso ou daquilo, tornando-se ela invisível assim que a existência se perde na reflexão sobre si mesma. | ||
| + | * Ela se torna obscurecida se se concebe a existência no sentido de uma personalidade, | ||
| + | * Ela se exprime na fuga da existência diante de si mesma como a fuga para a familiaridade e para a tranquilização. | ||
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