obra:ga13:provincia
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| + | ====== Por que permanecemos na província? ====== | ||
| + | //Aus der Erfahrung Denkens (1910-1976) [1983]// | ||
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| + | **Paisagem Criadora: Por que permanecemos na província? | ||
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| + | * Uma pequena cabana de esqui a 1150 metros de altitude na Floresta Negra meridional, com apenas três cômodos, é circundada por fazendas nos vales e encostas, por pinheiros escuros e por um céu de verão — essa é a paisagem de trabalho descrita não com olhos contemplativos de turista, mas como realidade vivida hora a hora, em todas as estações do ano. | ||
| + | * A paisagem não se impõe ao [[lx> | ||
| + | * Em plena tempestade de inverno, quando a neve encobre tudo ao redor da cabana, chega o tempo alto da filosofia: o questionamento torna-se simples e essencial, cada pensamento precisa ser trabalhado com dureza e precisão, e o esforço de cunhar a linguagem assemelha-se à resistência dos pinheiros contra a ventania. | ||
| + | * O trabalho filosófico não é ocupação excêntrica de um solitário, mas pertence ao mesmo mundo do trabalho dos camponeses — o carregador de lenha, o pastor, o agricultor —, e é dessa identidade de natureza que brota a pertença imediata à vida camponesa, vivida em silêncio compartilhado, | ||
| + | * O enraizamento na Floresta Negra e em seus habitantes provém de uma arraigada tradição germânica-suábia de séculos, insubstituível; | ||
| + | * Ao retornar à cabana após interrupções, | ||
| + | * A fama obtida rapidamente por jornais e revistas é o caminho mais seguro para a distorção e o esquecimento do que se quer genuinamente; | ||
| + | * O mundo urbano corre o risco de cair em um erro pernicioso: a intromissão ruidosa e afetada na vida camponesa faz exatamente o contrário do que seria necessário, | ||
| + | * Diante de uma segunda convocação para a Universidade de Berlim, a resposta vem não de um argumento, mas de um gesto: ao consultar as montanhas, os bosques e os campos, e ao encontrar o velho amigo camponês de 75 anos, recebe-se em silêncio uma leve negação de cabeça — um não inexorável que encerra a questão. | ||
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