obra:ga1:problema-realidade
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| + | ====== Problema da Realidade ====== | ||
| + | //Becoming Heidegger. On the Trail of His Early Occasional Writings, 1910-1927. Edited by Theodore Kisiel and Thomas Sheehan, Evanston, Illinois, Northwestern University Press, 2007.// | ||
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| + | //Das Realitätsproblem in der modernen Philosophie (1912)// | ||
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| + | **O Problema da Realidade na Filosofia Moderna** | ||
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| + | * A filosofia grega, medieval e moderna, em suas diversas correntes, convergiu para o realismo ao admitir algo trans-subjetivo, | ||
| + | * Hume radicalizou o sensacionismo de Berkeley ao dissolver substância e causalidade em feixes de percepções e sentimentos subjetivos de coerção associativa, | ||
| + | * Kant restringiu seu método transcendental às ciências formais, deixando o problema da realidade sem lugar em sua epistemologia; | ||
| + | * As tendências epistemológicas dominantes — o consciencialismo e o fenomenalismo — buscam mostrar que positar ou definir um mundo externo independente da consciência é inadmissível, | ||
| + | * O problema se articula em quatro questões precisas: se é admissível positar o real, como isso é possível, se é admissível defini-lo e como tal definição pode ser realizada. | ||
| + | * O consciencialismo, | ||
| + | * O argumento a priori do consciencialismo, | ||
| + | * O argumento empírico, que afirma que só os fatos de consciência são dados e que todo conhecimento é construído imanentemente, | ||
| + | * O argumento metodológico, | ||
| + | * O fenomenalismo, | ||
| + | * A afirmação kantiana de que as formas puras da intuição e do entendimento têm função modificadora em sentido subjetivo permanece uma suposição dogmática sem justificação possível; o próprio Kant contradiz sua tese ao fazer dos conceitos puros objetos de pensamento. | ||
| + | * O pensamento não está necessariamente vinculado às categorias: tanto o caos sensorial quanto conceitos, juízos e conclusões lógicas são pensados sem intuição, o que refuta o sensualism empirista de Kant e abre caminho para a definição das realidades positas. | ||
| + | * O positar de realidades transcendentes à consciência é exigido, acima de tudo, pelo fato de que um mesmo objeto é imediatamente comunicável a diferentes indivíduos, | ||
| + | * As relações lei-like observadas nas percepções — coexistência, | ||
| + | * A definição das realidades positas é regulada pelo conteúdo das relações observadas, devendo apresentar os relata como capazes de produzir ocorrências reais; trata-se de um ideal regulativo que a ciência se aproxima progressivamente sem jamais esgotar. | ||
| + | * O princípio da subjetividade das qualidades sensoriais não elimina as realidades, mas impõe a ruptura com o dogma sensacionista de que todo conhecimento permanece ligado ao intuível — ruptura que as ciências reais já praticam sem preconceito. | ||
| + | * Consciencialismo e fenomenalismo conduzem as ciências naturais a um beco sem saída, pois só quem acredita na definibilidade de uma natureza real investe energias em realizá-la no conhecimento; | ||
