estudos:zarader:zarader-2000201-202-kairos
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| + | ===== kairos (2000: | ||
| + | Vimos-o claramente no caso do kairos. A experiência cujo texto de São Paulo testemunha, marca solidamente a obra heideggeriana; | ||
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| + | Uma resposta deste tipo não está enunciada. É verdade que a Analítica existencial permite dar conta da possibilidade formal do kairos; desenvolve uma estrutura onde ele pode encontrar o seu lugar, e a partir da qual poderá eventualmente receber (mas já não é do alcance da ontologia) um conteúdo cristão. É a razão pela qual Lehmann acrescenta logo: «Aquilo que ocorre “naquilo” do existente há muito preparado, isso, o pensamento tem de o deixar livre.» «Liberdade» do conteúdo, mas elevação do mesmo à sua condição de possibilidade: | ||
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| + | Ora o impacto do kairos vai muito mais longe do que aquilo que esta interpretação quereria. E toda a concepção heideggeriana do tempo — e por aí, do próprio ser — que resta marcada com isso, tal como o veremos mais longamente nas páginas seguintes. Não basta então dizer que Heidegger entende a estrutura essencial do Dasein de forma a que uma experiência como a do kairos lá possa encontrar a sua condição de possibilidade. Temos de acrescentar que o pensamento heideggeriano utiliza o kairos para repensar na própria essência do tempo, que tal como já o vimos, não é uma simples forma, mas sim uma determinação plenária do conteúdo. | ||
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| + | [ZARADER, Marlène. A Dívida Impensada. Heidegger e a Herança Hebraica. Lisboa: Instituto Piaget, 2000] | ||
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