estudos:zahavi:experiencia
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| + | ====== Experiência ====== | ||
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| + | DZ2014 | ||
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| + | * Transparência e anonimato da experiência | ||
| + | * Sustento que a consciência fenomenal implica necessariamente alguma forma de autoconsciência, | ||
| + | * Analiso criticamente a tese da transparência, | ||
| + | * Argumento que a experiência não é meramente um meio transparente para o mundo, mas envolve uma dimensão automanifestante que não se reduz às propriedades dos objetos representados. | ||
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| + | * Crítica ao externalismo fenomenal | ||
| + | * Examino a posição de Fred Dretske, segundo a qual o caráter qualitativo da experiência é inteiramente constituído pelas propriedades representadas dos objetos externos. | ||
| + | * Defendo que essa posição falha em explicar a para-mim-idade [for-me-ness] da experiência, | ||
| + | * Sustento que, se a experiência apresentasse apenas propriedades objetivas, não haveria critério interno para distinguir entre consciência e zumbificação, | ||
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| + | * Autoconsciência pré-reflexiva e minhadade | ||
| + | * Reafirmo que a autoconsciência relevante para a constituição da experiência não é reflexiva nem objetivante, | ||
| + | * Caracterizo a minhadade [mineness] como uma modificação estrutural do modo de vivenciar, e não como um conteúdo adicional ou uma qualidade isolável da experiência. | ||
| + | * Rejeito a ideia de que a minhadade exija capacidades conceituais, | ||
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| + | * Objeções desenvolvimentais e sociais à autoconsciência mínima | ||
| + | * Analiso criticamente posições que sustentam que a autoconsciência e a subjetividade emergem apenas a partir da interação social ou da aquisição de pensamentos em primeira pessoa. | ||
| + | * Discuto propostas segundo as quais a subjetividade seria construída por meio de espelhamento afetivo e reconhecimento interpessoal, | ||
| + | * Argumento que tais propostas confundem a emergência de formas reflexivas e tematizadas do si-mesmo com a existência de uma subjetividade experiencial mínima já operante. | ||
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| + | * Distinção entre posse experiencial e autoria | ||
| + | * Examino o fenômeno das inserções de pensamento na esquizofrenia para distinguir entre dois sentidos de posse: a posse experiencial e a autoria ou agência. | ||
| + | * Sustento que, mesmo quando um sujeito nega ser o autor de certos pensamentos, | ||
| + | * Concluo que tais fenômenos não envolvem a eliminação da minhadade, mas antes uma fragilização da perspectiva em primeira pessoa. | ||
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| + | * Anonimato e absorção prática | ||
| + | * Analiso a tese de Hubert Dreyfus segundo a qual, em estados de absorção total, o sujeito deixaria de ser um sujeito e a experiência se tornaria anônima. | ||
| + | * Argumento que a ausência de atenção temática ao si não equivale à ausência de autoconsciência pré-reflexiva. | ||
| + | * Defendo que mesmo o engajamento corporal absorvido no mundo permanece estruturado por uma perspectiva em primeira pessoa. | ||
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| + | * Conclusão intermediária | ||
| + | * Sustento que negar a autoconsciência mínima implica negar a própria fenomenalidade da experiência. | ||
| + | * Defendo que a subjetividade experiencial não é um acréscimo contingente, | ||
| + | * Concluo que qualquer teoria da mente que pretenda explicar a consciência deve reconhecer a para-mim-idade [for-me-ness] como um traço irredutível da experiência. | ||
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