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-===== TUGENDHAT (1986:29-30) – CRÍTICA À METÁFORA EM FILOSOFIA =====+===== CRÍTICA À METÁFORA EM FILOSOFIA (1986:29-30) =====
 Encontramos um ponto de partida completamente diferente em Wittgenstein. O último Wittgenstein — e teremos de lidar apenas com ele — inicia uma nova linha de reflexão sobre a natureza do significado de nossas expressões linguísticas e, portanto, sobre o que significa entender uma expressão linguística. E a rejeição de Wittgenstein do segundo e do terceiro modelos deve ser entendida nesse contexto. Com exceção de nomes e pronomes, as expressões linguísticas não representam objetos. Portanto, a forma de revelação (Erschlossenheit), nos termos de Heidegger, que está envolvida na compreensão das expressões linguísticas não é a consciência de um objeto, ou seja, não é a consciência intencional; assim, o modelo sujeito-objeto é novamente rejeitado de forma radical. Acima de tudo, Wittgenstein é incessante na oposição à visão que concebe o significado das expressões linguísticas como imagens mentais, que de alguma forma temos diante de nós em uma visão mental. Essa ruptura crítica do modelo tradicional de compreensão das expressões linguísticas também possibilita que Wittgenstein considere o conhecimento de uma pessoa sobre sua própria esfera interna de tal forma que não seja interpretado como visão interna. Encontramos um ponto de partida completamente diferente em Wittgenstein. O último Wittgenstein — e teremos de lidar apenas com ele — inicia uma nova linha de reflexão sobre a natureza do significado de nossas expressões linguísticas e, portanto, sobre o que significa entender uma expressão linguística. E a rejeição de Wittgenstein do segundo e do terceiro modelos deve ser entendida nesse contexto. Com exceção de nomes e pronomes, as expressões linguísticas não representam objetos. Portanto, a forma de revelação (Erschlossenheit), nos termos de Heidegger, que está envolvida na compreensão das expressões linguísticas não é a consciência de um objeto, ou seja, não é a consciência intencional; assim, o modelo sujeito-objeto é novamente rejeitado de forma radical. Acima de tudo, Wittgenstein é incessante na oposição à visão que concebe o significado das expressões linguísticas como imagens mentais, que de alguma forma temos diante de nós em uma visão mental. Essa ruptura crítica do modelo tradicional de compreensão das expressões linguísticas também possibilita que Wittgenstein considere o conhecimento de uma pessoa sobre sua própria esfera interna de tal forma que não seja interpretado como visão interna.
  
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