estudos:severino:liberdade
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| + | ====== 68. A LIBERDADE ====== | ||
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| + | A decisão antecipada (Entschlossenheit), | ||
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| + | O mundo é “aquilo a partir do qual” o Dasein se dá para compreender o ente. Mas o “aquilo a partir do qual” é o próprio “poder ser” do Dasein. Ao Dasein, existindo, “está em jogo o seu próprio poder ser”, ou seja, ele existe para si mesmo: Um-willen seiner. O Willen expressa o cuidado que o Dasein tem de si mesmo; é a energia que constitui algo como hipseidade. Essa energia original (que é o próprio se colocar da transcendência) é chamada de Wollen. Vontade original que não tem nada a ver com o ato de vontade ou com a vontade como faculdade, onticamente entendidos. O Wollen pelo qual se constitui algo como Umwillen e o que Heidegger chama de “liberdade”. A liberdade de transcender a totalidade do ser. «Umwillen» também pode ser traduzido como: «plano, desenho, projeto». O Wollen é, então, o querer que constitui o projeto do mundo. Mas constituir tal projeto significa transcender para o mundo, ultrapassando o imediato colocar-se do ser: “A ultrapassagem para o mundo é a própria liberdade”. O “plano (Umwillen) se coloca em contraposição à transcendência como o próprio objeto da liberdade, sem o qual ela não poderia existir. O “plano” é o contraponto transcendental da transcendência como liberdade: o Umwillen não expressa nada além da própria dinâmica do Dawider (objeto transcendental do horizonte ontológico). A identidade entre transcendência e liberdade é absoluta: “Somente a liberdade pode fazer com que um mundo reine e se mundanize para o Dasein”. | ||
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| + | Como o ente se manifesta como aquilo sobre o qual o manifestar não tem poder, mas que deve deixar ser, Sein-lassen e Gegen-stehen são absolutamente complementares: | ||
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