estudos:scheler:valores-segundo-scheler
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| estudos:scheler:valores-segundo-scheler [09/02/2026 20:16] – created - external edit 127.0.0.1 | estudos:scheler:valores-segundo-scheler [10/09/2026 04:00] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== Valores, segundo Scheler ====== | ||
| + | |||
| + | |||
| + | |||
| + | Bochenski1962 | ||
| + | |||
| + | Os objetos intencionais do sentir (intentionale Gegenstände des Fühlens) são ο a priori do emocional: são os valores. O entendimento é cego para eles, mas eles são dados imediatamente ao sentir intencional, | ||
| + | |||
| + | Scheler leva a cabo uma crítica demolidora, por um lado, de toda espécie de nominalismo axiológico, | ||
| + | |||
| + | No comportamento humano distingue Scheler a tendência (Streben), os fins (Zwecke), os objetivos (Ziele) e os valores (Werte). O fim é um conteúdo, dado para ser realizado; pertence sempre à esfera dos conteúdos figurados, é, portanto, representado. Nem em toda tendência há um fim. Pelo contrário, toda tendência tem um objetivo: radica no próprio curso da tendência e não é condicionado por nenhum ato da representação. Em todo objetivo há um valor: o valor é o conteúdo imediato do objetivo. É totalmente errônea a afirmação de que o homem aspira sempre ao prazer. Na realidade nunca procura originariamente o prazer nem qualquer outro estado afetivo, mas sim os valores. E mesmo nos casos em que o prazer se converte em objetivo, na intenção ele converte-se em valor. Mas nem todo dado de valor está ligado a uma tendência: podemos sentir valores (mesmo éticos) sem tender para eles. Segue-se, portanto, que os valores não dependem dos fins, mas radicam já nos objetivos de nossas tendências, | ||
| + | |||
| + | Os valores são tudo menos relativos: são absolutos no duplo sentido da palavra. Seu conteúdo não é uma relação; pertencem à categoria da qualidade, e são imutáveis. Relativo é o nosso conhecimento dos valores, e não os valores. Neste ponto Scheler investe energicamente contra as diferentes formas de relativismo e, especialmente, | ||
| + | |||
| + | Os valores constituem um mundo de relações, no qual reinam as relações de essência e as leis formais a priori. Segundo isso, os valores dividem-se em positivos e negativos. A existência de um valor positivo é, em si mesma, um valor positivo, e sua não-existência um valor negativo; a existência de um valor negativo é um valor negativo, e sua não-existência um valor positivo. O mesmo valor não pode ser, a um tempo, negativo e positivo, todo valor não negativo é positivo e vice-versa. Os valores agrupam-se em superiores e inferiores. São valores superiores os mais consistentes, | ||
| + | |||
| + | Finalmente, os valores agrupam-se segundo seus portadores. A divisão mais importante é a de valores de pessoa e valores de coisa. São valores de coisa ou reais os que concernem a objetos de valor (bens), entre outros também aos bens de cultura. São valores de pessoa ou pessoais os valores da “própria” pessoa e os valores de virtude. São, por essência, superiores aos valores de coisa. Só a pessoa é originariamente boa ou má. Em segundo lugar, estes valores correspondem às direções da capacidade moral e, em terceiro lugar, aos atos de uma pessoa. Pelo que, os valores morais são valores pessoais por excelência. | ||
| + | |||
| + | {{tag> | ||
