estudos:sallis:sallis-1993xiii-cancao-da-terra-de-michel-haar
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| + | O que dizer de Canção da Terra (de Michel Haar)? Essas palavras podem ser reescritas sem o itálico que as faz funcionar como um título? Esse texto é uma canção da terra? Ou pelo menos se torna, em certos momentos, uma canção da terra? É claro que não é a canção, pois há outras, não apenas a de Nietzsche e a de Mahler, mas também outras muito antigas, como o Hino Homérico “À Terra, a Mãe de Todos”, que começa: “Cantarei sobre a terra bem fundada, mãe de todos, a mais velha de todas”. Se o texto de Haar é uma canção da terra, ele também é, como o Hino Homérico, uma canção para a terra? Gostaríamos de perguntar — mas dificilmente podemos — o que poderia significar hoje cantar para a terra. | ||
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| + | Ou compor uma canção para a terra, da terra. Em uma canção da terra, alguém cantará a verdade sobre a terra? O que essa veracidade — permanecer fiel (treu) à terra — exigiria hoje? Agora que a própria retirada da verdade, sua monstruosidade, | ||
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| + | É preciso ouvir. Talvez quase como se escuta a voz do amigo que, diz Heidegger, todo Dasein carrega consigo [SZ:163]. É preciso ouvir palavras como as de A Canção da Terra, que se seguem a uma discussão sobre a visão inicial de Heidegger de que todo tempo pertence essencialmente ao Dasein, de que não há tempo natural, uma discussão que sugere que aqui Heidegger ultrapassa o limite de sua descrição ao excluir a possibilidade de um tempo da natureza, uma discussão que prossegue para expressar outra descrição, | ||
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| + | [HAAR, Michel. The song of the earth : Heidegger and the grounds of the history of being. Tr. Reginald Lilly. Bloomington: | ||
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