estudos:safranski:heidegger-16
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| + | ====== Hölderlin e a " | ||
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| + | * A partir do semestre de inverno de 1934-35, Hölderlin torna-se uma referência constante no pensamento de Heidegger, servindo como ponto de apoio para investigar o que acontece com o divino que nos falta e para conceber uma " | ||
| + | * Para Heidegger, Hölderlin é um "poder na história de nosso povo", um poder ainda não verdadeiramente desvelado, cujo reconhecimento ocorrerá quando o povo alemão quiser encontrar-se a si mesmo; ajudar nisso é " | ||
| + | * O engajamento de Heidegger com Hölderlin coincide com um renascimento da recepção do poeta, que desde o Círculo de George (especialmente Norbert von Hellingrath) deixou de ser visto como um lírico interessante para ser considerado um "poeta líder" | ||
| + | * A loucura posterior de Hölderlin conferia uma autenticidade adicional à sua poesia, interpretada como sinal de que ele se adentrara nas zonas perigosas e misteriosas da vida. | ||
| + | * A exegese heideggeriana de Hölderlin articula-se em três eixos principais, que refletem as preocupações de Heidegger após o fracasso de seu engajamento político imediato. | ||
| + | * Em primeiro lugar, trata-se de investigar a essência do poder e a hierarquia dos poderes da existência, | ||
| + | * Em segundo lugar, busca-se em Hölderlin um linguajar comum para nomear nossa carência (" | ||
| + | * Em terceiro lugar, através do "poeta do poetizar", | ||
| + | * Comentando os hinos tardios " | ||
| + | * A palavra do poeta é o meio pelo qual, em um período histórico, "se abre pela primeira vez tudo aquilo que depois falamos e fazemos na linguagem cotidiana"; | ||
| + | * Heidegger coloca essa ação fundadora do poetizar em relação com outras grandes ações fundadoras: a abertura filosófica do mundo (pelo pensamento) e a criação de um Estado (pelos criadores do Estado); juntas, poetizar, pensar e política são " | ||
| + | * O acesso a esse poder transformador da poesia (e, por analogia, da política revolucionária ou do pensamento) exige uma decisão de se expor ao seu " | ||
| + | * Heidegger qualifica pejorativamente essa atitude de distanciamento objetificante como atitude fundamental " | ||
| + | * A crítica à atitude " | ||
| + | * O " | ||
| + | * Heidegger traduz esse " | ||
| + | * Essa abertura tem agora uma dimensão histórica e coletiva mais acentuada: há épocas de " | ||
| + | * O poeta, como aquele que é " | ||
| + | * Nesta figura do poeta precursor e incompreendido, | ||
| + | * A citação de Hölderlin — "Mas eles não podem necessitar de mim" — é usada por Heidegger em duplo sentido, aplicando-a tanto ao poeta quanto a si mesmo em relação à revolução nacional-socialista, | ||
| + | * No entanto, após o fracasso do reitorado, Heidegger reconhece que a ação política imediata (" | ||
| + | * Nas lições de " | ||
| + | * A mobilização total, econômica, técnica e racial, ameaça extinguir os melhores impulsos da revolução, | ||
| + | * Diante desse panorama, a filosofia assume uma tarefa intempestiva e solitária: conservar e defender a verdade originária da reabilitação revolucionária, | ||
| + | * Heidegger começa, assim, a desvincular sua fantasia filosófica do envolvimento concreto com o nacional-socialismo realmente existente, que se torna para ele cada vez mais um sistema da " | ||
| + | * O autêntico nacional-socialista, | ||
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