estudos:polt:polt-201327-28-a-totalidade-e-esta-ai
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| + | ===== A totalidade É/ESTÁ AÍ (2013: | ||
| + | Quando a cotidianidade se rompe em uma emergência, | ||
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| + | Nessa anamnésia, nessa recolhida, reunimos o que já tínhamos, mas só agora é que realmente “compreendemos”. Antes, nós o esquecíamos assim que o recebíamos; | ||
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| + | Agora reconhecemos que nosso senso da dação já tinha que estar em vigor, porque é uma pré-condição para o primeiro momento, a imersão no todo. Agora quebramos a ilusão de uma acessibilidade imediata e automática dos entes (GA65:236). Não poderíamos estar perseguindo e evitando entes específicos se os entes como tais não tivessem sido concedidos a nós. Não poderíamos estar buscando coisas novas e desconhecidas se já não estivéssemos familiarizados com o todo. Não é que, sem essa familiaridade prévia, ficaríamos cegos ou paralisados; | ||
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| + | O insight sobre a necessidade de familiaridade prévia com a dação do todo geralmente assume a forma de um rebaixamento da percepção como fonte de verdade. Em termos gerais, perceber é obter algo novo (um novo som ou cor ou, em geral, uma nova “informação”). Mas se, para obter algo novo, já devemos ter algo antigo (dado), então obter não é a totalidade do conhecimento nem seu fundamento. O conhecimento que conhece a si mesmo deve incluir o deixar de esquecer a dação. Conhecimento como deixar de esquecer a dação é o que tradicionalmente chamamos de conhecimento a priori, o conhecimento do que já deve ser/estar no lugar antes que possamos perceber. O que é conhecido em tal conhecimento está aí de antemão. Poderíamos simplesmente chamá-lo de “o prévio”. | ||
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| + | (POLT, Richard F. H. The emergency of being: on Heidegger’s contributions to philosophy. Ithaca, NY: Cornell Univ. Press, 2013) | ||
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