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| + | ====== Os Objetos inteligíveis (IC:71-87) ====== | ||
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| + | //Data: 2021-11-16 21:00// | ||
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| + | === A Evidência Relativa === | ||
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| + | I. A Natureza dos Objetos Inteligíveis Elementares e a Relação com a Linguagem | ||
| + | * O ser objetivo inteligível elementar é a noção utilizada pela inteligência para julgar e raciocinar, sendo expressa por um signo verbal chamado palavra, mas não se confundindo com ela, como evidenciado pela busca da palavra certa, pela expressão multilingue de um mesmo inteligível e pelas nuances de significado entre palavras aparentemente equivalentes em línguas diferentes. | ||
| + | * Contra o nominalismo, | ||
| + | * O objeto sensível é sempre singular e único, enquanto a noção é sempre geral, designando vários objetos sensíveis semelhantes que constituem uma espécie subsumível por uma única noção, embora certas noções possam ser ditas singulares quando um termo geral é usado para designar um objeto individual específico. | ||
| + | * Uma palavra, a menos que seja vazia, exprime uma certa noção, um certo objeto inteligível, | ||
| + | |||
| + | II. A Proposição como Objeto Inteligível Composto e o Ato de Reflexão | ||
| + | * A proposição, | ||
| + | * Este relacionamento de pertença objetiva resulta de uma reflexão da inteligência sobre ações submetidas objetivamente à " | ||
| + | * O ato de inteligência, | ||
| + | * A inspeção de um objeto sensível é feita pela radicalidade subjetiva através dos sentidos, de modo mediato, podendo o objeto ser reconhecido e nomeado, levando à enunciação de proposições que expressam rapports de pertença objetivos constatados através do exame. | ||
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| + | III. A Compreensão e a Extensão dos Objetos Inteligíveis | ||
| + | * A inspeção de um objeto inteligível elementar pode ser conduzida segundo as suas duas dimensões constitutivas: | ||
| + | * Do ponto de vista da compreensão, | ||
| + | * Do ponto de vista da extensão, ao escrutinar uma noção inteligível, | ||
| + | * Numa proposição "S é P", o predicado é sempre uma nota do sujeito lógico, enquanto que este só por vezes é uma parte da extensão daquele, o que justifica a primazia do ponto de vista da compreensão sobre o da extensão. | ||
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| + | IV. A Assimetria entre Compreensão e Extensão e a Natureza da Inteligibilidade | ||
| + | * A pertença do sujeito lógico ao predicado, segundo a extensão deste, é de natureza diferente da pertença do predicado ao sujeito lógico, segundo a compreensão daquele, pois, do ponto de vista da compreensão, | ||
| + | * Pertencer à compreensão de um sujeito lógico significa, para um predicado, pertencer pura e simplesmente ao que esse sujeito lógico é, enquanto que pertencer à extensão de um predicato significa, para um sujeito lógico, contar entre os objetos inteligíveis em que se reencontram, | ||
| + | * Reduzir a inteligibilidade de um objeto inteligível apenas à sua compreensão é destruir a hierarquia dos inteligíveis, | ||
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| + | V. A Compreensão e Extensão nos Casos do Singular e do Universal | ||
| + | * No caso de um objeto inteligível correspondente a um objeto sensível singular, a multitude das suas notas é inesgotável e a sua compreensão é ilimitada, enquanto a sua extensão, reduzindo-se a ele próprio, é nula. | ||
| + | * Pelo contrário, a noção inteligível universal " | ||
| + | * Conclui-se que, se um objeto sensível singular escapa a uma descrição exaustiva devido à inumerabilidade das suas notas, o objeto inteligível " | ||
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| + | VI. Observações sobre a Proposição e a Classificação dos Inteligíveis | ||
| + | * Em toda a proposição afirmativa, o verbo copulativo " | ||
| + | * O termo " | ||
| + | * Na teoria aristotélica, | ||
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| + | VII. O Juízo como Expressão de uma Verdade Vidente | ||
| + | * Toda a proposição é um objeto inteligível composto, visado no mental pela radicalidade subjetiva, e o que constitui o juízo é a certeza do espírito de ter visto claramente que o predicado pertence (ou não) ao sujeito lógico, expressando assim uma verdade, um estado de coisas indiscutível. | ||
| + | * Para julgar, é preciso ver, existindo apenas duas maneiras de ver a verdade de um relacionamento de pertença: uma visão imediata, que conduz a um juízo imediato por intuição, ou uma visão mediata, alcançada ao termo de um raciocínio. | ||
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| + | VIII. O Raciocínio como Série de Intuições Ligadas | ||
| + | * O raciocínio, | ||
| + | * No silogismo, o espírito apreende intuitivamente um antecedente composto por dois juízos ligados por um termo médio comum (E), e, examinando este conjunto, vê que se o predicado (P) pertence a E e E pertence ao sujeito lógico (S), então P pertence necessariamente a S, deduzindo assim a conclusão. | ||
| + | * Este juízo conclusivo é desencadeado pela apreensão intuitiva e simultânea dos dois juízos do antecedente, | ||
| + | * Quando as proposições judicativas do antecedente podem ser lidas como relacionamentos de pertença de cada sujeito lógico à extensão do seu predicado, o silogismo pode ser figurado pelos círculos concêntricos de Euler, ilustrando a relação de continência entre os termos. | ||
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| + | //PS: [ALLARD L’OLIVIER, | ||
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