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estudos:nancy:nancy-1996-um-toque-de-sentido

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 +===== UM TOQUE DE SENTIDO (1996:24) =====
 +A origem é afirmação; a repetição é condição da afirmação. Eu digo: "isso é, que isso seja". Não é um "fato", e não tem nada a ver com uma avaliação de qualquer espécie, é o recorte de uma singularidade em sua afirmação do ser: um toque de sentido. Não é outro ser, é o singular do ser pelo qual o ente é, ou do ser que é o ente em um sentido transitivo do verbo (sentido inaudito, inaudível — o próprio sentido do ser). O toque de sentido envolve sua própria singularidade, sua distinção — e a pluralidade do "cada vez" de todos os toques de sentido, os "meus" como todos os outros, dos quais cada um é "meu" por sua vez, de acordo com o giro singular de sua afirmação.
 +
 +Há, portanto, desde já a repetição dos toques de sentido, que o sentido exige. Essa repetição absolutamente heterogênea, incomensurável, escava de um a outro uma estranheza irredutível. A outra origem é incomparável, inassimilável, porque é origem e toque de sentido, e não porque seria simplesmente "outra". Ou melhor: a alteridade do outro é sua contiguidade de origem com a origem "própria". Tu és absolutamente estrangeiro porque o mundo começa, por sua vez, em ti.
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 +
 +(NESP)
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 +{{tag>Nancy}}