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estudos:marques-cabral:marques-cabral-2014268-280-hierofania [16/01/2026 14:40] – created - external edit 127.0.0.1estudos:marques-cabral:marques-cabral-2014268-280-hierofania [27/01/2026 05:41] (current) mccastro
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-===== Marques Cabral (2014:268-280) – HIEROFANIA =====+===== HIEROFANIA (2014:268-280) =====
 O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra como algo absolutamente diferente do profano. A fim de indicarmos o ato de manifestação do sagrado, propusemos o termo hierofania. Este termo é cômodo, pois não implica nenhuma precisão suplementar: exprime apenas o que está implicando no seu conteúdo etimológico, a saber, que algo de sagrado se nos revela. Poder-se-ia dizer que a história das religiões — desde as mais primitivas às mais elaboradas — é constituída por um número considerável de hierofanias, pelas manifestações das realidades sagradas. A partir da mais elementar hierofonia — por exemplo, a manifestação do sagrado num objeto qualquer, uma pedra ou uma árvore — e até a hierofania suprema, que é, para um cristão, a encarnação de Deus em Jesus Cristo, não existe solução de continuidade. Encontramo-nos diante do mesmo ato misterioso: a manifestação de algo “de ordem diferente” — de uma realidade que não pertence ao nosso mundo — em objetos que fazem parte integralmente do nosso mundo “natural”, “profano”. O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra como algo absolutamente diferente do profano. A fim de indicarmos o ato de manifestação do sagrado, propusemos o termo hierofania. Este termo é cômodo, pois não implica nenhuma precisão suplementar: exprime apenas o que está implicando no seu conteúdo etimológico, a saber, que algo de sagrado se nos revela. Poder-se-ia dizer que a história das religiões — desde as mais primitivas às mais elaboradas — é constituída por um número considerável de hierofanias, pelas manifestações das realidades sagradas. A partir da mais elementar hierofonia — por exemplo, a manifestação do sagrado num objeto qualquer, uma pedra ou uma árvore — e até a hierofania suprema, que é, para um cristão, a encarnação de Deus em Jesus Cristo, não existe solução de continuidade. Encontramo-nos diante do mesmo ato misterioso: a manifestação de algo “de ordem diferente” — de uma realidade que não pertence ao nosso mundo — em objetos que fazem parte integralmente do nosso mundo “natural”, “profano”.
  
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