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-===== Marques Cabral (2014:18-19) – transcendência =====+===== transcendência (2014:18-19) =====
 Levando em consideração que transcendência advém do termo latino trans-ascendere, seu significado originário é o de “subir além de...”. “Subir para além de ...” ou “ir para além de...” não designa primeiramente o atributo de um ente determinado, mas assinala antes um certo movimento intencional, “pelo qual o homem transgride os limites da sua situação no Mundo e na História e se lança na direção de uma suposta realidade transmundana e transhistórica que se eleva como cimo do sistema simbólico através do qual as sociedades exprimem suas razões de ser”. A transcendência deixa de se referir à constituição somente de um ente divino e passa a dizer respeito sobretudo a um tipo específico de relação. O homem relaciona-se objetivamente com os entes do mundo e intersubjetivamente com os demais humanos. Porém, relaciona-se no modo da transcendência com o fundamento absoluto do “Eu sou primordial que o constitui”. Por isso, a transcendência nada mais é que um “excesso ontológico” a partir do qual o homem pode romper seus laços mundanos e históricos e assegurar o princípio fornecedor de medidas geradoras de símbolos diversos, como as religiões, a moral, a política, etc. Primordialmente uma relação intencional humana, por transposição analógica, a transcendência passa a referir-se ao ser que se encontra como o correlato objetivo deste ato. A transcendência agora passa a referir-se à absolutidade do ser que se encontra na referida relação intencional do sujeito. Considerando que Vaz não pensa a intencionalidade segundo o modo vigente na fenomenologia husserliana, o ente absoluto que se manifesta na relação de transcendência não é destituído de caracteres ontológicos hipostasiados. Antes, este ente absoluto já preexiste à própria relação intencional e contém características específicas. Por isso, o absoluto fornece critérios seguros para uma crítica efetiva de todos os “falsos absolutos” que funcionam como ídolos dos diversos processos históricos ocidentais. Levando em consideração que transcendência advém do termo latino trans-ascendere, seu significado originário é o de “subir além de...”. “Subir para além de ...” ou “ir para além de...” não designa primeiramente o atributo de um ente determinado, mas assinala antes um certo movimento intencional, “pelo qual o homem transgride os limites da sua situação no Mundo e na História e se lança na direção de uma suposta realidade transmundana e transhistórica que se eleva como cimo do sistema simbólico através do qual as sociedades exprimem suas razões de ser”. A transcendência deixa de se referir à constituição somente de um ente divino e passa a dizer respeito sobretudo a um tipo específico de relação. O homem relaciona-se objetivamente com os entes do mundo e intersubjetivamente com os demais humanos. Porém, relaciona-se no modo da transcendência com o fundamento absoluto do “Eu sou primordial que o constitui”. Por isso, a transcendência nada mais é que um “excesso ontológico” a partir do qual o homem pode romper seus laços mundanos e históricos e assegurar o princípio fornecedor de medidas geradoras de símbolos diversos, como as religiões, a moral, a política, etc. Primordialmente uma relação intencional humana, por transposição analógica, a transcendência passa a referir-se ao ser que se encontra como o correlato objetivo deste ato. A transcendência agora passa a referir-se à absolutidade do ser que se encontra na referida relação intencional do sujeito. Considerando que Vaz não pensa a intencionalidade segundo o modo vigente na fenomenologia husserliana, o ente absoluto que se manifesta na relação de transcendência não é destituído de caracteres ontológicos hipostasiados. Antes, este ente absoluto já preexiste à própria relação intencional e contém características específicas. Por isso, o absoluto fornece critérios seguros para uma crítica efetiva de todos os “falsos absolutos” que funcionam como ídolos dos diversos processos históricos ocidentais.
  
  
  
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