estudos:malabou:malabou-200412-13-mudacao-heidegger
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| + | ===== MUDAÇÃO HEIDEGGER (2004: | ||
| + | Vamos começar desdobrando juntos a polissemia desse estranho título: a mudança Heidegger, possibilitada acima de tudo por sua mutabilidade sintática. “Mudança” tem valor tanto de substantivo (fr. le change) quanto de verbo (fr. changer). Assim, são possíveis três maneiras principais de entender a fórmula. Se “mudança” for tomado como um substantivo, | ||
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| + | Ligação genitiva. De acordo com uma antiga regra sintática — a elisão da proposição “de” — “a mudança Heidegger” expressa um pertencimento. Lido dessa forma (a mudança de Heidegger), o título anuncia um estudo dedicado ao conceito heideggeriano de mudança, ou seja, antes de tudo, à compreensão heideggeriana de mudança. | ||
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| + | Marca do nome. “a mudança Heidegger” também pode ser interpretado como uma marca registrada ou um nome de batismo. No xadrez, falamos da “defesa Fischer”, do “conversor Bessemer” na indústria siderúrgica, | ||
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| + | Verbo-aparato. Ora, se “mudar”, | ||
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| + | Você está começando a compreender, | ||
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| + | É urgente que cheguemos a essa encruzilhada metabólica hoje. | ||
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| + | (MALABOU, Catherine. Le change Heidegger: du fantastique en philosophie. Paris: Léo Scheer, 2004) | ||
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