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-===== KOCKELMANS (1984:98-99) – DESVELAMENTO E VELAMENTO =====+===== DESVELAMENTO E VELAMENTO (1984:98-99) =====
 Vimos que o Ser é a abertura dos entes. Um ente chega ao seu próprio Ser quando é tomado da maneira apropriada como aquilo que ele genuinamente é; isso ocorre quando deixamos que se mostre na clareira do Ser. Se tomarmos um ente como um ente, então nele surge uma fissura, de modo que ele se distingue de si mesmo, de seu próprio Ser. A fissura, por sua vez, abre a diferença entre Ser e entes; produz (99) o “entre” por meio do qual os entes chegam à abertura do Ser. O pensamento, que toma os entes como entes, é, portanto, empregado em nome da abertura, na medida em que o “entre” torna possível que o Ser seja o Ser dos entes. Esse “entre” é aquilo que no próprio Ser reina como seu “fundamento” e sua “verdade”. Como “entre” e “verdade” se tornam precisamente presentes? Tornam-se presentes como o pertencimento de desvelamento e velamento, ou seja, como o acontecimento do desvelamento; e é nesse acontecimento que o Ser se desvela como mundo. Vimos que o Ser é a abertura dos entes. Um ente chega ao seu próprio Ser quando é tomado da maneira apropriada como aquilo que ele genuinamente é; isso ocorre quando deixamos que se mostre na clareira do Ser. Se tomarmos um ente como um ente, então nele surge uma fissura, de modo que ele se distingue de si mesmo, de seu próprio Ser. A fissura, por sua vez, abre a diferença entre Ser e entes; produz (99) o “entre” por meio do qual os entes chegam à abertura do Ser. O pensamento, que toma os entes como entes, é, portanto, empregado em nome da abertura, na medida em que o “entre” torna possível que o Ser seja o Ser dos entes. Esse “entre” é aquilo que no próprio Ser reina como seu “fundamento” e sua “verdade”. Como “entre” e “verdade” se tornam precisamente presentes? Tornam-se presentes como o pertencimento de desvelamento e velamento, ou seja, como o acontecimento do desvelamento; e é nesse acontecimento que o Ser se desvela como mundo.
  
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