estudos:herrmann:1985-3
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| + | ===== Ser (1985:III) ===== | ||
| + | //HERRMANN, Friedrich-Wilhelm von. Subjekt und Dasein: Interpretationen zu “Sein und Zeit”. Frankfurt am Main: V. Klostermann, | ||
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| + | As análises da disposição ([[lx> | ||
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| + | A pergunta pelo sentido do ser em geral visa algo como uma universalidade em contraposição ao particular, podendo-se distinguir entre o ser em geral e o ser em particular, e uma vez que o ser é ser de ente, é plausível entender sob o ser em particular as múltiplas espécies de ser ([[lx> | ||
| + | * Entre as espécies de ser enumeradas, destaca-se a espécie de ser do Da-sein, na qual somos nós mesmos, cada um para si, mas também para o outro, a quem ele ocorre como Da-sein, e vice-versa, mas não porque o ente na espécie de ser do Da-sein somos nós mesmos e nos consideramos o ente mais elevado dentro do ente finito é que a espécie de ser do Da-sein se destaca da coordenação das espécies de ser; entre as demais espécies de ser e a do Da-sein existe uma ruptura ([[lx> | ||
| + | * A diferença diz que a espécie de ser do Da-sein não se distingue das outras apenas como estas se distinguem entre si, mas de uma maneira mais decidida e radical, pois o ente à mão, simplesmente dado, vivo e ideal concordam em ser ente não próprio do Da-sein, enquanto o ente próprio do Da-sein caracteriza-se por não apenas ser, mas por compreender em seu ser tanto o próprio ser quanto as outras espécies de ser, e o traço fundamental do ser do ente que cada um de nós é está, em conexão com a compreensão do próprio ser, na compreensão das múltiplas espécies de ser. | ||
| + | * Com isso responde-se à questão de como as espécies de ser nomeadas, apesar de sua profunda diferença em relação à espécie de ser do Da-sein, pertencem a esta, pois o Da-sein não é à mão como o objeto de uso com que lida, nem é simplesmente dado como uma coisa que é determinada no acesso cognoscente intuitivo e conceitual quanto a suas propriedades essenciais e acidentais, mas o modo como ele é é caracterizado por sua compreensão do próprio ser em conexão com a compreensão de todas as demais espécies de ser, nas quais o ente lhe ocorre. | ||
| + | * O ser do Da-sein humano, que em si mesmo é um auto-compreender-se e compreender o ser de ente não próprio do Da-sein, Heidegger chama de existência ([[lx> | ||
| + | * A compreensão do próprio ser e a compreensão das espécies de ser do ente não próprio do Da-sein não são ainda uma compreensão explícita, refletida, interpretada categorialmente e apreendida conceitualmente, | ||
| + | * Para Heidegger, porém, o problema do ser da ontologia não se esgota na interpretação categorial da espécie de ser do ente, e diante da multiplicidade das espécies de ser e suas categorias, ele coloca a questão pelo simples oculto do ser (verborgenen Einfachen des Seins), que precede a multiplicidade das espécies de ser e seus significados categoriais e que possibilita a variedade das espécies de ser ao fazê-las brotar de si, e esse simples do ser deve distinguir-se da multiplicidade das espécies de ser e suas estruturas categoriais, | ||
| + | * A universalidade do ser visada não deve ser procurada na direção da universalidade genérica e específica, | ||
| + | * Heidegger compreende seu pensamento, que coloca sob o nome de “Ser e Tempo”, como uma fundamentação radicalizadora de toda a ontologia e metafísica transmitidas, | ||
| + | * Antes que o ser do ente multiforme e das múltiplas regiões de ser possa ser interpretado categorialmente, | ||
| + | * A questão antecedente à interpretação categorial do ser por seu fundamento possibilitador, | ||
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| + | Como a filosofia fundamental (Fundamentalontologie) pode ser exposta e seu perguntar pode ser posto em movimento de um modo adequado à coisa buscada é respondido pelo problema primeiro mencionado, a liberação existencial-ontológica das estruturas de ser do Da-sein, pois o Da-sein é uma dentre várias espécies de ser que se distingue de todas as demais por estar referida a elas de um modo eminente, e essa referência é a compreensão, | ||
| + | * O ser como espécie de ser e como ser em geral só se tornam apreensíveis através da compreensão do ser, e o ser está em uma referência essencial ([[lx> | ||
| + | * Como o ser do Da-sein é a existência, | ||
| + | * A introdução dada ao complexo problemático da filosofia de “Ser e Tempo” deve tornar claro que a tão citada e ainda hoje frequentemente malcompreendida análise existencial-ontológica do Da-sein não é uma filosofia da existência ([[lx> | ||
| + | * As análises da disposição ([[lx> | ||
| + | * A questão existencial-ontológica pelo ser do Da-sein é colocada por Heidegger de tal modo que com o primeiro passo analítico não apenas o ser do Da-sein e as espécies de ser do ente não próprio do Da-sein são tomados em vista, mas também já o ser em geral, o simples do ser buscado, ainda que ele não seja tematizado como tal, e essa tese interpretativa se opõe a uma grande parte da literatura secundária sobre Heidegger, que argumenta que “Ser e Tempo” contém apenas a análise existencial-ontológica do Da-sein, e que apenas o terceiro capítulo não publicado teria respondido à questão fundamental da filosofia fundamental pelo sentido do ser. | ||
| + | * O ser em geral, que Heidegger queria trazer à evidência como o tempo originário (ursprüngliche Zeit), deveria e poderia ser tematizado apenas no terceiro capítulo não publicado, mas isso não exclui que ele já esteja sempre co-tematicamente (mitthematisch) nos dois capítulos anteriores da análise existencial, | ||
| + | * O simples buscado do ser em geral em sua diferença para as espécies de ser do ente interpretáveis categorialmente está co-tematicamente presente no início da analítica do Da-sein na medida em que o Da-sein é tomado em vista como ser-no-mundo ([[lx> | ||
| + | * Dessa constituição fundamental, | ||
| + | * O mundo não significa a totalidade das coisas e processos materiais, e o mundo não é absolutamente compreensível a partir do ente [[lx> | ||
| + | * Heidegger determina o mundo, em diferença do intramundano, | ||
| + | * A constituição fundamental ontológica do ser-no-mundo é ao mesmo tempo visada como a superação ontológica da relação sujeito-objeto ([[lx> | ||
| + | * Após a análise do mundo, que é uma análise tanto do mundo quanto da compreensão existencial de mundo, segue-se a análise do ser-em (In-Sein), que tematiza o fenômeno que já estava em vista nas análises anteriores sem ter sido tratado propriamente, | ||
| + | * A resposta sobre como o mundo está aberto ([[lx> | ||
| + | * O fenômeno ontológico da abertura, que é idêntico ao Da do Da-sein, é o simples do ser em geral já antecipado com o início da analítica do Da-sein, e a tarefa de uma interpretação profunda das análises da disposição e da compreensão consiste em tornar visível que não apenas dois existenciais fundamentais do Da-sein são destacados, nos quais Heidegger supera a abordagem moderna do sujeito, mas que com esses dois existenciais fundamentais já se mostra o sentido buscado do ser em geral na diferença ontológica para o ser do ente interpretável categorialmente. | ||
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