estudos:henry:e:preconceito
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| + | ====== 3 Preconceito ====== | ||
| + | //HENRY, Michel. Incarnation: | ||
| + | **3. O preconceito oculto das pressuposições da fenomenologia. A redução ruinosa de todo “aparecer ” ao aparecer do mundo.** | ||
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| + | * Convém voltar às pressuposições da fenomenologia histórica, cuja indeterminação, | ||
| + | * Ainda que se reconheça a contribuição da fenomenologia em discernir o próprio aparecer no seio dos fenômenos do mundo, esse aparecer destacado só pode ser o do mundo, cedendo o conceito formal e vazio do aparecer lugar sub-repticiamente a um conceito perfeitamente determinado, | ||
| + | * Supõe-se que um corpo só possa dar-se no aparecer do mundo, decorrendo daí propriedades essenciais determinadas por esse modo de aparecer, fornecendo uma fenomenologia do mundo, ao estabelecer espacialidade e temporalidade originárias, | ||
| + | * Supõe-se agora que nenhuma carne possa mostrar-se no mundo, sendo esse porém o único modo de aparecer conhecido pelo pensamento, resultando daí que a natureza da carne se encontraria inevitavelmente falsificada, | ||
| + | * Interroga-se a proposição joanina central desta investigação: | ||
| + | * Essa confusão do aparecer do mundo com todo aparecer concebível não impede apenas o acesso ao cristianismo mas corrompe toda a filosofia ocidental, sendo o " | ||
| + | * Explica-se o conceito de intuição como modo de aparecer, dito " | ||
| + | * Devendo-se dizer em que consiste o aparecer da intuição, a resposta husserliana é sempre a mesma: é a intencionalidade que dá à intuição seu caráter doador, consistindo esse pôr em fenomenalidade no movimento pelo qual a intencionalidade se lança para fora de si rumo ao " | ||
| + | * Descobre-se assim como os princípios da fenomenologia saem de sua indeterminação: | ||
| + | * Levanta-se a questão de uma suposta " | ||
| + | * Reconhece-se o alcance da análise intencional husserliana, | ||
| + | * Com a descoberta desses múltiplos tipos de intencionalidade realiza-se extraordinária extensão do campo da visão, sendo essa extensão do reino do ver idêntica à do domínio do que é visto, descobrindo-se assim novos domínios de objetos | ||
| + | * A definição intencional da experiência confere-lhe traço adicional: na percepção de um cubo apenas uma face é dada em evidência, sendo as outras apenas visadas, projetando-se sempre a intencionalidade para além do dado, inscrevendo-se num processo de conhecimento cuja teleologia imanente é aumentar incessantemente o campo do ver, permitindo o progresso indefinido do conhecimento | ||
| + | * Sendo a estrutura do conhecimento tomada da intencionalidade, | ||
| + | * Pergunta-se como a intencionalidade, | ||
| + | * Não há resposta a essa questão na fenomenologia husserliana, | ||
| + | * Mais grave que essa redução implícita é a aporia dela resultante: é a própria possibilidade da fenomenalidade em geral que se torna problemática se a intencionalidade mesma é incapaz de assegurar sua própria promoção à condição de fenômeno, perguntando-se se o que é visto ainda pode ser visto se a própria visão soçobra na noite e já não é nada | ||
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