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| estudos:guest:ereignis [19/01/2026 05:53] – mccastro | estudos:guest:ereignis [19/01/2026 06:00] (current) – mccastro |
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| | ====== Ereignis ====== |
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| | LDMH |
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| | * Abordagem da dificuldade de traduzir e compreender //Ereignis//. |
| | * Não se trata de perguntar (em modo metafísico) //o que é// o Ereignis, mas sim //do que se trata// nele. |
| | * Trata-se de pensar o que propriamente dá lugar ao //Il y a// – à //doação de Ser//, de tempo, de espaço –, o que dá lugar (sem que pareça) à //aîtrée do Estre//: à //livre sequência de épocas// na dispensação (movimentada) da verdade do Ser e aos sobressaltos da //história do Ser//. |
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| | * Os três aspectos semânticos de //Ereignis// no uso heideggeriano. |
| | * O termo deve ser apreendido simultaneamente sob três aspectos semânticos: |
| | * 1. O aspecto de //Acontecimento// (//Événement//), maior e decisivo. |
| | * 2. O aspecto de //A-juntamento// ou //aí-apropriamento// (//Er-eignis//) do //aître// do ser humano ao Estre (e vice-versa). |
| | * 3. O aspecto //óptico// que aparece discretamente na etimologia de //Er-äugnis// (relacionado a //Auge// – olho – e //äugen// – olhar, mostrar). |
| | * Heidegger geralmente ressaltou o radical //eigen-// (próprio, apropriar), mas a aspectualidade temporal e //eventual// do //Acontecimento// está constantemente pressuposta. |
| | * O termo //Ereignis// foi eleito e retido conscientemente por Heidegger desde o início dos anos 1930 como a palavra que está no centro de gravidade de seu pensamento, especialmente nos //Tratados Inéditos// (1935-1945). |
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| | * O //Acontecimento// singular e incomparável. |
| | * O //Acontecimento// sem par do qual se trata na pensamento do Estre é concebido numa acepção absolutamente singular – o //Singulare tantum// por excelência. |
| | * Se o //Ereignis// é antes de tudo o //Acontecimento// mesmo da história do Estre, e também o //A-juntamento// que aí-apropria o ser humano e o Estre um ao outro, quando se alude à etimologia óptica de //Er-äugnis//, isso ocorre no contexto de um //olhar lançado ao coração daquilo que é// (//Einblick in das, was ist//). |
| | * Nesse olhar, os humanos são //atingidos, até em seu aître, pelo relâmpago do Ser//. São eles os //olhados// (//die Erblickten//) nesse olhar. |
| | * Quando o Estre muda de //rosto//, deixando fluir diferentemente a dispensação da verdade do Ser, isso //diz respeito// aos humanos, que //devem ter consideração// por isso. |
| | * Tudo o que //tem lugar no Ereignis// //nos diz respeito//. E, por sua vez, do ponto de vista do //Ereignis//, //nada do humano lhe é estranho//. |
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| | * A relação entre o //Acontecimento//, a história do Ser e a habitação humana. |
| | * Se há //Acontecimento// no //Ereignis//, é também porque se trata da //aîtrée do Estre como Acontecimento//: da //aventura do Ser// junto aos humanos, à mercê (e perigo) da //aventura humana//, da aventura historial que lhes pertence, e do //acolhimento// (mais ou menos hospitalário) que lhe reservam – e antes de tudo na linguagem: //a casa do Ser//. |
| | * Como não reconhecer no //Ereignis// o caráter do //Eventual [das Ereignishafte]// no próprio coração do //aître do Estre//, a instância //abissal// à qual ressorti a aspectualidade //movimentada// (temporal e historial) da //aîtrée do Estre como Acontecimento//? |
| | * Como não lhe reconhecer o aspecto do //Acontecimento// mesmo, a cuja movimentação estamos a todo instante, em plena história do Ser, imemorialmente //implicados//? |
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| | * A tarefa da pensamento do //Ereignis//: tomar consciência da exposição humana. |
| | * Para a pensamento do //Ereignis//, trata-se essencialmente de tomar consciência da exposição do //aître// do ser humano – de sua precária //morada// e de seu //modo de habitação// no Ser – ao sopro de um //Acontecimento// que seria ainda pouco dizer que é maior e de grande amplitude. |
| | * O //Acontecimento// de que se trata é antes o //Único//, o //Singular// por excelência: o //Acontecimento// mesmo – imemorial – da história do Ser. |
| | * É o //Acontecimento// único no coração movimentado do qual estamos desde sempre //implicados// em todos os lugares, sem que sua amplitude (muito menos sua //unicidade//) nos possa ordinariamente aparecer, tal é propriamente //imensa// sua singular magnitude. |
| | * Em suma: é isso que Heidegger, em solidão, empreendeu começar a considerar, e talvez mesmo a //encarar//: a olhar de frente (e devolvendo-lhe seu //olhar// sem sucumbir ao possível vertigem de uma //sideração//) como sendo aquilo que singularmente leva o nome de //Ereignis//. |