estudos:greisch:ot:9
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| + | ====== §9 Analítica existencial ====== | ||
| + | //Jean Greisch, Ontologie et temporalité [[obra: | ||
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| + | 1. Do ponto de vista terminológico, | ||
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| + | **1. O cada-vez-meu ou a ontologia na primeira pessoa** | ||
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| + | 2. Tendo já comentado o sentido do primeiro termo, aborda-se diretamente o cada-vez-meu sobre a qual se abre o parágrafo [[lx> | ||
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| + | * "O ser desse ente é a cada vez meu" (SZ 41). | ||
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| + | **O cada-vez-meu visto por um humorista francês: Só acontece comigo** | ||
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| + | 3. O poema de Raymond Devos ilustra, pelo jogo entre "só acontece comigo" | ||
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| + | * "Só acontece comigo!" | ||
| + | * "Só acontece aos outros!" | ||
| + | * "O que só acontece aos outros também me acontece a mim!" | ||
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| + | **2. Dois sentidos do verbo existir: [[lx> | ||
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| + | 4. Existir passa então a significar algo distinto de simplesmente ter lugar, caracterizando o simples ter lugar os entes aos quais a questão do quem não pode se aplicar, sendo justamente esse o sentido que o verbo existir e o substantivo [[lx> | ||
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| + | 5. Pela mesma razão, o termo existência, | ||
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| + | * "A essência do Dasein reside em sua existência" | ||
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| + | 6. Pela mesma razão, o Dasein é refratário à técnica habitual da definição, | ||
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| + | **3. Autenticidade e inautenticidade** | ||
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| + | 7. O cada-vez-meu conota necessariamente uma relação de si a si, podendo essa possibilidade fundamental de relacionar-se consigo mesmo apresentar dois rostos diametralmente opostos, o do pertencimento a si próprio ou o da perda de si, sendo capital não confundir a significação ontológica desse par nocional com uma subordinação hierárquica entre duas ordens de valores, preferindo-se, | ||
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| + | **4. O Dasein no cotidiano: a medianidade** | ||
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| + | 8. A mesma vigilância crítica se impõe a propósito dos termos de cotidianidade e de medianidade ([[lx> | ||
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| + | 9. Compreender o Dasein em função de suas possibilidades não significa privilegiar certas maneiras de ser particularmente nobres ou interessantes em detrimento de outras, devendo antes a analítica interessar-se pelo que há de mais banal e mais cotidiano em nossas vivências e comportamentos partilhados com o homem comum, recebendo agora aquilo que fora apresentado como cotidianidade a qualificação terminológica de medianidade, | ||
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| + | 10. A tarefa da analítica é a descrição da positividade do fenômeno em questão, tarefa habitualmente negligenciada, | ||
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| + | * "O que é onticamente mais próximo e mais conhecido é ontologicamente o mais distante, o não-reconhecido" | ||
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| + | 11. A medianidade cotidiana não é uma simples alienação que tornaria impossível toda compreensão de si, correspondendo antes a uma maneira particular de o Dasein ser afetado por si mesmo, não podendo a analítica contentar-se com evocações vagas dessa estrutura, devendo antes visar o mesmo grau de precisão que a descrição do ser autêntico, revelando-se então que a cotidianidade coloca diante de um conceito específico de tempo. | ||
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| + | **5. Existenciais e categorias: existir se diz de múltiplas maneiras** | ||
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| + | 12. A originalidade da noção de existencial, | ||
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| + | * " | ||
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| + | 13. Sendo correto esse paralelo, pode-se transferir aos existenciais o problema central da análise aristotélica das categorias, discutido por toda a tradição posterior, a saber, como gerir tal multiplicidade, | ||
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