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estudos:gaboriau:gaboriau-synopse-du-parcours-metaphysique-3370

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 +====== Sinopse do percurso metafísica ======
 +
 +FGEMO
 +
 +//A metafísica consiste em decifrar este mundo, descobrir na observação dos fenômenos a hipótese subjacente oculta ao olhar sensível e, então, dizer o que há, em última instância, neste mundo de Hipótese Posterior, ultra-secreta.//
 +
 +A Metafísica consiste em decifrar este mundo, descobrir na observação dos fenômenos a hipótese subjacente oculta ao olhar sensível e, então, dizer o que há, finalmente (no Fim), neste mundo de Hipótese Posterior, ultra-secreta.
 +
 +Ela não é nada mais, do início ao fim, da primeira à última palavra, do que o estudo progressivo das existências deste mundo. O que as coisas são se revela pouco a pouco, à medida que se vai do mais incontestável (onde se confronta com os objetos) ao que a substância do //assunto// tem de mais secreto, mais ao que //há// finalmente de mais misterioso na //Necessidade// (que alguns chamam de “Deus”).
 +
 +Da mesma forma que o corte não rompe a unidade de um filme, mas, pelo contrário, a reconstitui, o esquema a seguir deve ser entendido como um //esquema operacional//, indicando as etapas de um percurso em que se segue o mesmo caminho, em virtude do mesmo método, até o fim da mesma questão, colocada à mente pelo real (por este mundo que nos confronta e do qual somos os //interrogadores//).
 +
 +==== ISTO ====
 +
 +=== O Real está nos fenômenos? ===
 +//Sim, manifestamente
 +e aparentemente, mas em que medida?//
 +
 +1.  Ser-//localizado// (espaço ou lugar).
 +
 +2.  Ser-//disposto// (a posição do corpo).
 +
 +3.  Ser-//equipado// (civilização ou o ter e a privação).
 +
 +4.  Ser-//datado// (histórico, ou o tempo e o intemporal).
 +
 +5.  Ser-//qualificado// (diferentes níveis de qualidades ou de desqualificações).
 +
 +6.  Ser-//operante// (a ação: operária, imanente, etc.).
 +
 +7.  Ser-//padecente//: significado da paixão, da loucura, etc.
 +
 +8.  Ser-//relacionado//: ou "ter um sentido"; Notadamente, a linguagem: sistema de referências.
 +    *   abordagem fenomenológica da linguagem.
 +    *   a questão "crítica": logos e postulado.
 +    *   a questão "lógica": fecundidade do discurso.
 +    *   fato da linguagem e teoria da analogia. - a analogia do ente.
 +    *   a "felicidade", a "verdade", a "beleza", etc. Ou os Transcendentais, caminho (de analogia) e recusa do Transcendente (Unívoco).
 +
 +9.  Ser //quantificado//: ou a extensão material seria a substância do mundo?
 +==== QUE ====
 +
 +=== O Real está mais profundamente numa substância? ===
 +//(o que são as coisas cada uma por si). Deciframento ontológico, sucedendo à análise fenomenológica.//
 +
 +1.  A substância aos olhos do "físico": um "devir", objeto de suas teorias.
 +
 +2.  A substância em vias de ser:
 +    *   FUNÇÃO dos "fenômenos" em devir, que ela sustenta e que são suas "manifestações", seus "acidentes", seus acontecimentos.
 +    *   COMPOSTA: de forma, de matéria e de privação.
 +    *   ESSENCIALMENTE definida como: relação com a existência, "potência" de existir.
 +
 +3.  O ato e a potência
 +    *   ser-em-potência como tal.
 +    *   ser-em-ato como tal.
 +    *   O "nada" (ou niilismo) e o "in(dé)finito" (ou o Desconhecimento do Ato puro).
 +    *   As ascensões (de ato) e as degradações (de potência).
 +
 +4.  O "sujeito" (ou a subjetividade-substância individuada).
 +    *   O princípio de individuação.
 +    *   O princípio de subsistência (ou de personalidade).
 +    A.  Condição da pessoa (a partir do efeito "palavra").
 +    B.  Sobrevivência da pessoa (seu futuro de "substância separada").
 +    C.  Vida presente da pessoa
 +        a)  "sujeita" a nascer; socialização originária e progressiva do indivíduo-pessoal.
 +        b)  "sujeita" a agir (para preencher ou enganar sua solidão) - por via do conhecimento - por via da afetividade.
 +        c)  "sujeita a (sofrer) mal; erro, pecado, morte (preocupação, angústia). Liberdade; necessidade (fatalidade).
 +        d)  a sujeição ou o "segredo" último da pessoa - a "relação" (vivida) "com tudo o que existe" (mesmo ainda não demonstrado): relação de ato a ato, fundada precisamente na "natureza" (em "ato" de ser).
 +    *   a "ação" conforme ou não, mas consequente a esta re-ligião ou ligação (ligadura) da natureza em ato ao Ato puro.
 +
 +==== SÃO ====
 +(as coisas)
 +=== O Real é, no Fim, o que seria portanto no Princípio? ===
 +//Em outras palavras, o Arché dessas "existências" é mais profundamente "secreto" do que a substância e suas manifestações?//
 +1.  Os //fenômenos// (devir) não se identificam com a //substância// (que é); nem a substância ela mesma com a //existência//.
 +
 +2.  //Existência// do Segredo Último (MISTÉRIO) dos seres
 +    *   mostrados a partir de seu "devir"
 +    *   de sua causa material
 +    *   de sua causa eficiente
 +    *   de sua causa formal
 +    *   de sua causa final
 +
 +    O que se evoca (ou invoca) sob o "nome" de Deus é uma //necessidade-que-existe// por trás de todas as coisas!
 +
 +Como bem se imagina, outra //divisão// pode também dar conta do mesmo processo (e usaremos de certa liberdade para modificá-la nós mesmos no decorrer do caminho).
 +
 +Mas o que importa, é que o eixo da pesquisa seja polarizado por um fato: o ser. O ser dos fenômenos primeiro: //isto// ...são coisas que existem e se manifestam //parecendo-ser//. O ser da substância em seguida, uma vez que é verdade que também se pergunta: que são essas coisas? O ser da última hipótese enfim - //Ser Puro// - se ela se mostrar inegável, ao termo do percurso.
 +
 +O que se impõe desde o começo, - quando se coloca o real em questão - conduz àquilo que se encontrará depois (logicamente) suposto, e não menos certo por ser desvelado ao término de um processo discursivo (cuja validade se terá examinado, aliás, no decorrer do exercício).
 +
 +O conjunto da pesquisa repousa portanto, para começar, sobre uma //Fenomenologia// rigorosa e atenta, ao mesmo tempo aberta a tudo o que //parece-ser//. Por um método cujo valor poderemos melhor julgar na prática, opera-se em cada caso uma espécie de redução eidética: analisa-se, ou seja, dissolve-se, para verificar o que resta e //o que supõe portanto// a própria aparência para ser tal. A Fenomenologia analítica opõe assim àquilo que "pretende ser" prematuramente um absoluto, uma recusa perpétua. Numerosos absolutos teóricos se encontram desse modo dissolvidos. Mas o caminho não está fechado para uma pesquisa ulterior, está aberto ao contrário. A fenomenologia introduz desde então na //primeira hipótese// cuja insuficiência a ontologia por sua vez revela, para conduzir com um passo inelutável à necessidade daquilo que se põe no Fim, e que é positivamente o Horizonte presente no coração de todas as coisas.
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 +{{tag>Gaboriau}}
  
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