estudos:franck:nietzsche-intro-2012
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| + | ====== NIETZSCHE E A SOMBRA DE DEUS: INTRODUÇÃO (2012) ====== | ||
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| + | Franck2012 | ||
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| + | * Introdução ao Problema do Perigo e a Salvação | ||
| + | * A afirmação de Heidegger de que " | ||
| + | * O perigo não é externo, mas emerge de nossa própria essência, sendo intrínseco ao próprio Ser e à sua verdade. | ||
| + | * A época atual, a da técnica, é onde o Ser se dá como perigo para si mesmo. Para compreender esse perigo, é necessário primeiro determinar a essência da técnica. | ||
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| + | * A Essência da Técnica Moderna como ' | ||
| + | * A técnica moderna não é mero instrumento, | ||
| + | * Através de dispositivos técnicos (ex: usina hidrelétrica), | ||
| + | * Esse desvelamento tem o caráter de uma ' | ||
| + | * A essência da técnica é, portanto, um ' | ||
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| + | * O Homem na Era da Técnica: da Subjetividade ao ' | ||
| + | * Enquanto na era da subjetividade o homem se desvelava como sujeito frente ao objeto, na era do ' | ||
| + | * O homem se torna o ' | ||
| + | * Nesse ponto culminante do perigo, o homem, ameaçado em sua essência, se exalta paradoxalmente como ' | ||
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| + | * A Figura do ' | ||
| + | * A auto-exaltação do homem como senhor da terra não é de origem grega, mas bíblica. | ||
| + | * No relato sacerdotal da criação (Gênesis 1), o homem é criado à imagem de Deus e recebe o mandato de dominar a terra e subjugá-la, | ||
| + | * Com a 'morte de Deus', essa vocação de domínio, outrora subordinada a Deus, é assumida pelo homem de forma absoluta e sem medida. | ||
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| + | * A Técnica como Realização da Vontade de Vontade | ||
| + | * A essência da técnica moderna encontra um segundo fundamento no pensamento bíblico da criação e no conceito de vontade que ele implica. | ||
| + | * A técnica organiza e é o órgão da ' | ||
| + | * Esta vontade, desvinculada da transcendência divina após a morte de Deus, cumpre violentamente a palavra bíblica, esgotando a terra e arrancando-a de seu círculo de possibilidades. | ||
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| + | * A Romanização de Aletheia e a Transformação da Verdade | ||
| + | * O destino ocidental da verdade começa com sua tradução greco-romana: | ||
| + | * Essa transformação ocorre sob a égide do ' | ||
| + | * A Igreja Católica Romana aparece como a figura mais duradoura e perigosa desse ' | ||
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| + | * A Determinação Cartesiana da Verdade como Certeza e seu Fundamento Teológico | ||
| + | * A modernidade radicaliza a verdade como ' | ||
| + | * A certeza do ego cogito deriva sua garantia última da veracidade de um Deus criador, ideia clara e distinta nele impressa. | ||
| + | * O erro é explicado como um mau uso da liberdade da vontade, que se estende para além do que o intelecto percebe com clareza. | ||
| + | * Heidegger interpreta esse movimento como uma ' | ||
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| + | * Os Limites da Deteologização e a Necessidade de um Confronto com a Revelação | ||
| + | * A deteologização (passagem de conceitos da teologia para a filosofia) não supera a teologia, mas a reintroduz sub-repticiamente na filosofia, marcando-a com o selo de sua origem. | ||
| + | * Para um pensamento que busca a verdade do Ser, é insuficiente apenas retornar à aletheia grega. É necessário um confronto frontal com a revelação cristã, que marcou profundamente a história ocidental da verdade. | ||
| + | * O pensamento de Nietzsche, como ápice da metafísica ocidental, é o lugar privilegiado para esse confronto. | ||
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| + | * Nietzsche: Ápice da Metafísica e Lugar do Confronto | ||
| + | * Para Heidegger, Nietzsche consuma a romanização de aletheia. Sua metafísica da vontade de poder e do eterno retorno é a onto-teo-logia final, onde o ser dos entes é pensado como vontade e sua constância como retorno. | ||
| + | * A justiça (Gerechtigkeit) em Nietzsche é interpretada por Heidegger como a última forma da verdade como correção (Richtigkeit), | ||
| + | * Heidegger vê aqui um pensamento ainda cristão, mesmo que no modo do ' | ||
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| + | * Crítica à Leitura Heideggeriana de Nietzsche e do Cristianismo | ||
| + | * A assimilação que Heidegger faz entre a justificação luterana e a justiça nietzschiana é problemática. | ||
| + | * A justificação para Lutero é passiva, um dom da fé, e não uma autenticação ativa da subjetividade ou da vontade de poder. Sua certeza é a da salvação em Cristo, não a do ego diante do mundo. | ||
| + | * Ao reduzir a doutrina cristã a um momento da história da verdade (aletheia), Heidegger executa uma ' | ||
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| + | * Nietzsche além do Reverso do Platonismo: O Combate contra os Valores Judeus-Cristãos | ||
| + | * A chave para Nietzsche não é simplesmente reverter o platonismo, mas reavaliar os valores ' | ||
| + | * O símbolo dessa reavaliação é 'Roma contra a Judeia' | ||
| + | * Portanto, o pensamento de Nietzsche é o lugar de um confronto com a revelação bíblica e o sistema de valores que ela instaurou, não apenas o fechamento da metafísica greco-romana. | ||
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| + | * A Nova Justiça e a Morte de Deus | ||
| + | * O evento central para Nietzsche é a 'morte de Deus', que significa o fim da justiça divina, da bondade celestial e da moral imanente. | ||
| + | * Diante desse vazio, a tarefa filosófica é procurar uma 'nova justiça', | ||
| + | * Essa nova justiça está intrinsecamente ligada à figura do super-homem e ao pensamento do eterno retorno, que deve invalidar a esperança cristã na ressurreição dos mortos. | ||
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| + | * Conclusão: O Ponto de Partida para o Confronto com a Revelação | ||
| + | * Para compreender plenamente a essência da técnica, o perigo supremo e a figura do senhor da terra, é necessário engajar um debate com a revelação cristã. | ||
| + | * Esse debate deve tomar como fio condutor o problema da justiça divina e sua contrapartida, | ||
| + | * O ponto de partida decisivo para elucidar o sentido positivo da morte de Deus e da nova justiça proposta por Nietzsche deve ser a ressurreição dos mortos, fundamento último da economia cristã da salvação e conceito que o pensamento do eterno retorno visa superar. | ||
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