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 [...] Heidegger que diz, eu lembro, em Introdução à metafísica, que não é senão tardiamente, depois do acontecimento (Geschehnis), depois da aparição consciente, ciente, sapiente (die wissende Erscheinung des Menschen als des geschichtlichen) do homem como homem historial, que não foi senão depois dessa acontecimentalidade historial, e, portanto, tardiamente, que se definiu (Heidegger coloca a palavra entre aspas: “definiert”) o homem por meio de um conceito (in einem Begriff) e que esse conceito foi, Heidegger o diz sem mesmo ter a necessidade de nomear o signatário dessa definição literal, Aristóteles, zoon logon echon, animal rationale, ser vivo dotado de razão, “vernunftiges Lebewesen”. Nessa definição de homem, especifica Heidegger, o logos aparece, certamente, ele aparece (kommt vor), mas ele aparece sob uma forma, em uma figura passível de incompreensão, desconhecida (in einer ganz unkenntlichen Gestalt), e em um meio ambiente muito curioso, muito peculiar (in einer sehr merkwurdigen Umgebung)·, e é isso que interessa a Heidegger, que está em vias de, no curso daquela que é também uma preleção sobre Parmenides, Heráclito, Aristóteles e Hegel, tentar repensar de maneira originária a relação entre logos e physis (physis da qual ele diz, no início de sua Introdução à metafísica, que  a tradução latina por natura, que diz também “nascimento”, se afastou do sentido originário do grego physis, assim como a ética, no sentido da moral, degradou o sentido originário do ethos)[[M. Heidegger, Einführung in die Metaphysik, op. cit., p. 108; tr. fr., p. 155.]]. [...] Heidegger que diz, eu lembro, em Introdução à metafísica, que não é senão tardiamente, depois do acontecimento (Geschehnis), depois da aparição consciente, ciente, sapiente (die wissende Erscheinung des Menschen als des geschichtlichen) do homem como homem historial, que não foi senão depois dessa acontecimentalidade historial, e, portanto, tardiamente, que se definiu (Heidegger coloca a palavra entre aspas: “definiert”) o homem por meio de um conceito (in einem Begriff) e que esse conceito foi, Heidegger o diz sem mesmo ter a necessidade de nomear o signatário dessa definição literal, Aristóteles, zoon logon echon, animal rationale, ser vivo dotado de razão, “vernunftiges Lebewesen”. Nessa definição de homem, especifica Heidegger, o logos aparece, certamente, ele aparece (kommt vor), mas ele aparece sob uma forma, em uma figura passível de incompreensão, desconhecida (in einer ganz unkenntlichen Gestalt), e em um meio ambiente muito curioso, muito peculiar (in einer sehr merkwurdigen Umgebung)·, e é isso que interessa a Heidegger, que está em vias de, no curso daquela que é também uma preleção sobre Parmenides, Heráclito, Aristóteles e Hegel, tentar repensar de maneira originária a relação entre logos e physis (physis da qual ele diz, no início de sua Introdução à metafísica, que  a tradução latina por natura, que diz também “nascimento”, se afastou do sentido originário do grego physis, assim como a ética, no sentido da moral, degradou o sentido originário do ethos)[[M. Heidegger, Einführung in die Metaphysik, op. cit., p. 108; tr. fr., p. 155.]].
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