estudos:deely:senciencia
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| + | ====== Dasein e o regresso à consciência ====== | ||
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| + | Deely1971 | ||
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| + | * Impossibilidade de resolver a questão do Ser nos termos da consciência, | ||
| + | * Afirmação de que a consciência não fornece a verdade do Ser, mas constitui o âmbito no qual a questão do Ser se torna acessível. | ||
| + | * Indicação do regresso à consciência como momento metodológico necessário, | ||
| + | * Referência ao texto sobre a ideia de fenomenologia como lugar em que se determinam simultaneamente as prerrogativas e os limites da consciência. | ||
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| + | * Dasein transcendente como base fenomenal adequada para a determinação do sentido do Ser. | ||
| + | * Rejeição de uma análise centrada na constituição intrínseca da transcendência. | ||
| + | * Ênfase na unidade essencial entre transcendência, | ||
| + | * Determinação da dependência referencial do Dasein em relação ao ente enquanto traço constitutivo. | ||
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| + | * Existência como modo de ser próprio do Dasein, irredutível à autoconsciência. | ||
| + | * Definição de existência como o ser daqueles entes que estão abertos à abertura do Ser. | ||
| + | * Restrição do termo existência ao homem enquanto Dasein. | ||
| + | * Distinção rigorosa entre existência e qualquer acepção tradicional de esse. | ||
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| + | * Inadequação da definição do Dasein em termos de ser-si-mesmo. | ||
| + | * Negação de que a existência consista formalmente na ipseidade. | ||
| + | * Afirmação de que o ser-si-mesmo pressupõe uma relação sujeito-objeto. | ||
| + | * Determinação do ser-no-mundo como aquilo que torna possível qualquer relação sujeito-objeto. | ||
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| + | * Transcendência como projeção do ser do ente. | ||
| + | * Compreensão do ser-no-mundo como condição prévia de toda relação cognitiva. | ||
| + | * Definição da transcendência como o ato pelo qual o ser do ente é projetado. | ||
| + | * Rejeição da redução do Dasein a um polo subjetivo frente a objetos. | ||
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| + | * Introdução do //esse intentionale// | ||
| + | * Identificação, | ||
| + | * Caracterização do esse intentionale como esfera em que sujeito e objeto se unem num único modo suprassubjetivo de existir. | ||
| + | * Distinção dessa ordem tanto do sujeito conhecente quanto do objeto conhecido enquanto tais. | ||
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| + | * Inadequação do esquema sujeito-objeto para pensar o conhecimento em sua raiz. | ||
| + | * Afirmação de que o esse intentionale não é nem substância nem acidente. | ||
| + | * Reconhecimento de sua pertença a uma ordem distinta da entitativa. | ||
| + | * Indicação de que o pensamento subjetivista é estruturalmente incapaz de apreender essa ordem. | ||
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| + | * Conhecimento como ato não produtivo. | ||
| + | * Negação de que o conhecer pertença às categorias de agir ou padecer. | ||
| + | * Afirmação de que conhecer não consiste formalmente na produção de algo. | ||
| + | * Distinção entre o ato de conhecer e a produção de imagens ou conceitos como meios e condições derivadas. | ||
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| + | * Caracterização do conhecimento como ação imanente. | ||
| + | * Classificação tradicional do conhecer como ação vital pertencente ao predicamento da qualidade. | ||
| + | * Reconhecimento do caráter apenas derivado dessa classificação predicamental. | ||
| + | * Ênfase na irreducibilidade formal do conhecer à ontologia da substância e do acidente. | ||
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| + | * Esse intentionale como condição da possibilidade e da atualidade do conhecimento. | ||
| + | * Definição do esse intentionale como aquilo que torna possível e atual o pensamento. | ||
| + | * União suprassubjetiva entre conhecente e conhecido. | ||
| + | * Superação da alternativa entre subjetivismo e realismo ingênuo. | ||
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| + | * Oposição originária entre esse intentionale e esse entitativum. | ||
| + | * Derivação do conceito de esse intentionale a partir de sua oposição ao ser da coisa extramental. | ||
| + | * Afirmação de que o esse intentionale não é dado como objeto direto da experiência. | ||
| + | * Caracterização de seu modo próprio de ser como mediação que desaparece diante do objeto. | ||
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| + | * Conhecimento como estar-fora-sem-sair. | ||
| + | * Afirmação de que o pensamento não precisa sair de si para atingir o ente extramental. | ||
| + | * Compreensão da imaterialidade do conhecer como vida superior à espacialidade. | ||
| + | * Paralelo com a tese heideggeriana segundo a qual o Dasein está sempre já fora, junto aos entes do mundo. | ||
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| + | * Intencionalidade como propriedade da imaterialidade do pensamento. | ||
| + | * Definição da intencionalidade como integração do ente extramental no ato do pensar. | ||
| + | * Existência suprassubjetiva comum do pensamento e do pensado. | ||
| + | * Superação da concepção da intencionalidade como mero direcionamento interno da consciência. | ||
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| + | * Dasein como condição da intencionalidade. | ||
| + | * Impossibilidade de compreender a intencionalidade sem a instância originária do estar-no-aberto. | ||
| + | * Interpretação do ser em Bewusstsein e Selbstbewusstsein como indicação do caráter existencial do homem. | ||
| + | * Articulação entre compreensão do Ser e possibilidade do conhecimento. | ||
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| + | * Esse intentionale como relação e não como termo de relação. | ||
| + | * Determinação do esse intentionale como a própria relação constitutiva. | ||
| + | * Negação de sua pertença aos polos da relação sujeito-objeto. | ||
| + | * Aproximação com a definição heideggeriana do Ser como relação que sustenta a ek-sistência. | ||
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| + | * Função libertadora do esse intentionale. | ||
| + | * Afirmação de que o esse intentionale não encerra o ente em seus limites naturais. | ||
| + | * Existência do ente na alma segundo um modo distinto de sua existência própria. | ||
| + | * Fundamentação da possibilidade do conhecimento na imperfeição constitutiva do sujeito finito. | ||
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| + | * Origem do erro e da ilusão. | ||
| + | * Derivação do erro da disparidade entre os modos de existir do entitativo e do intencional. | ||
| + | * Rejeição da concepção do conhecimento como cópia material da coisa. | ||
| + | * Reconhecimento de um abismo estrutural entre o modo de ser do pensamento e o modo de ser da coisa. | ||
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| + | * O conceito como signo formal. | ||
| + | * Definição do conceito como signo formal e não como objeto conhecido. | ||
| + | * Caracterização do conceito como praecognitum conhecido formaliter. | ||
| + | * Função do conceito como forma atualizante do conhecimento do objeto. | ||
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| + | * Compreensão pré-conceitual do esse intentionale. | ||
| + | * Afirmação de que o esse intentionale é conhecido previamente e não de modo reflexivo. | ||
| + | * Situação desse conhecimento em nível pré-conceitual e pré-consciente. | ||
| + | * Condição necessária, | ||
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| + | * Ser como compreensível no Dasein. | ||
| + | * Afirmação de que o Ser pode permanecer não conceituado, | ||
| + | * Vínculo essencial entre Ser e compreensão. | ||
| + | * Associação tradicional entre Ser e verdade como indicação desse vínculo necessário. | ||
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| + | * Distinção decisiva entre ordens entitativa e intencional. | ||
| + | * Rejeição da redução do esse intentionale a acidente do sujeito. | ||
| + | * Afirmação de que o conhecer, tomado na linha pura do conhecer, não está na alma como em um sujeito. | ||
| + | * Situação do esse intentionale fora de toda ordem entitativa. | ||
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| + | * Paralelo entre diferença ontológica e distinção tomista. | ||
| + | * Analogia entre a distinção ente-Ser e a distinção entre esse entitativum e esse intentionale. | ||
| + | * Cisão do homem em dimensão ontológica e dimensão ôntica. | ||
| + | * Aproximação entre análise fundamental do Dasein e investigação do esse intentionale. | ||
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| + | * Dasein como unidade de duas dimensões. | ||
| + | * Dimensão existenciell ou ôntica, segundo a qual o Dasein é um ente entre entes. | ||
| + | * Dimensão existencial ou ontológica, | ||
| + | * Co-pertença necessária e irredutível dessas duas dimensões. | ||
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| + | * Situação de Heidegger no interior da tradição escolástica. | ||
| + | * Interpretação do Dasein como expressão moderna do problema do esse intentionale. | ||
| + | * Inserção da diferença ontológica na tradição da philosophia perennis. | ||
| + | * Necessidade de aprofundar o esse intentionale para além da esfera da consciência. | ||
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