estudos:dastur:fdhp:fdhp-unheimlich
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| estudos:dastur:fdhp:fdhp-unheimlich [04/07/2026 15:26] – created - external edit 127.0.0.1 | estudos:dastur:fdhp:fdhp-unheimlich [10/09/2026 04:00] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== UNHEIMLICH ====== | ||
| + | |||
| + | |||
| + | |||
| + | FDHP | ||
| + | |||
| + | No terceiro percurso, Heidegger propõe-se ir além do que é imediatamente dito nesse coro [de Antígona], e portanto usar ele mesmo de violência para fazer aparecer o que aí é dito fora das próprias palavras e que nada mais é do que o que indica o verso de Ésquilo citado no Discurso de reitoria, a saber, que no confronto entre tekhnè e dikè, a violência do agir humano deve necessariamente se quebrar contra o poder subjugador da phusis. Ora, essa necessidade vem precisamente do fato de que a phusis precisa, para aparecer, da tekhnè. É portanto a partir dessa necessidade que é a do próprio ser que o modo como o ser-homem se desdobra pode então se abrir para nós. Chega-se assim a uma definição totalmente outra do homem que aquela que nos entrega a tradição: "O ser-aí do homem histórico significa: estar exposto enquanto a brecha no seio da qual o poder subjugador do ser irrompe ao aparecer, para que essa própria brecha se quebre sobre o ser" (GA40:172; 176-177). | ||
| + | |||
| + | Pode-se compreender então por que o homem pode ser dito o mais " | ||
| + | |||
| + | Foi isso que compreenderam os gregos, que longe de eludir a aflição (Not) na qual se encontravam, | ||
| + | |||
| + | Não se trata portanto de emitir um juízo moral sobre o orgulho e a arrogância que o homem assim demonstra em sua revolta contra os poderes da natureza. É por isso que não se deve interpretar de modo negativo as últimas linhas do coro onde parece que o poeta recusa implicitamente tal modo de ser homem, proclamando que "de meu lar não se torne íntimo (...) o homem que realiza isso". Costuma-se de fato considerar que Sófocles, fiel nisso ao espírito grego como o compreende o classicismo, | ||
| + | |||
| + | Em seu curso de 1942, Heidegger retoma longamente a questão da interpretação a dar à fala final do coro, na qual não se pode simplesmente ver uma condenação do homem enquanto deinotaton, pois a heroína, Antígona, tem ela mesma uma relação com o deinon. Antígona é de fato aquela que assume o deinon, que corre seu risco e o suporta, como diz à sua irmã Ismene, o que faz dela o ser humano mais unheimlich, o mais desprovido de lugar próprio, de lar. Assumindo assim o não estar em casa, ela está " | ||
| + | |||
| + | A interpretação que Heidegger tenta da Antígona de Sófocles culmina de fato na afirmação de que estia, " | ||
| + | |||
| + | {{tag> | ||
