estudos:dastur:fdhp:fdhp-deinotaton
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| + | ====== DEINOTATON ====== | ||
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| + | No segundo percurso, trata-se de prestar atenção à maneira como se desdobla o ser do homem enquanto deinotaton. Primeiro são abordados esses domínios do poder subjugador que são o mar, que o homem enfrenta na tempestade, e a terra, cuja calma e crescimento ele perturba. Em seguida, o conjunto dos seres vivos que, ao contrário do homem que lhes faz violência e os arranca de sua ordem, se inserem no poder subjugador marítimo e terrestre. Tal descrição, | ||
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| + | Pois assim como não se trata de considerar que o homem e a natureza constituem domínios separados, é preciso considerar que a palavra (phthegma), de que se trata logo em seguida (verso 353), não é de modo algum uma propriedade do homem e pertence ela também, tanto quanto o mar e a terra, ao poder subjugador da phusis. A linguagem não é de fato uma criação do homem, e Heidegger recusa aqui traduzir o termo edidazato (verso 355) por " | ||
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| + | A morte é assim, enquanto tal, o limite interno do projeto poético do ser ao mesmo tempo que do próprio ser-homem. Por isso a continuação do coro consiste simplesmente na retomada do mesmo motivo fundamental, | ||
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| + | Mas o termo deinon remete também e antes de tudo ao próprio poder subjugador, à phusis. Aqui não é ao termo tekhnè, mas a dikè que os gregos recorrem para caracterizá-la. Não se trata todavia de traduzir esse termo, como usualmente se faz, por " | ||
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| + | O que aparece portanto claramente agora é a relação recíproca entre os dois sentidos anteriormente distinguidos do deinon, o poder subjugador da phusis e a violência do agir humano. A ruptura (Riss) pela qual o ser é posto em obra no ente não permite todavia ao homem, como Hölderlin bem compreendeu, | ||
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