estudos:chassard:1988-44-46
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| + | ====== pensar e poetizar (1988: | ||
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| + | Nessas origens, o pensamento, de certa forma, é a episteme logike, o compreender que se relaciona com logos, o substantivo cujo verbo correspondente é legein. A lógica, que determina o pensamento e depois se torna dialética, depois logística, nem sempre foi esse rigor sem contradição do pensar e do dizer corretos. Anteriormente, | ||
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| + | Pensando, Heidegger, nesse termo Gedanke, remete-o ao antigo termo alemão gedanc e der Gedanc, cujo sentido, mais antigo que o do coração, da lógica do coração, segundo Pascal, significaria ao mesmo tempo, segundo ele, Gedachtnis, Andenken e Dank. Heidegger vê em Gedanc mais do que a noção da representação lógico-racional, | ||
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| + | A esse An-denken do Gedanc, Heidegger acrescenta o Dank, cujo significado teria sido inicialmente o de sich verdanken, dever a si mesmo, do qual teria se seguido o pensamento do Vergelten e do Lohnen, ou seja, o render a, em bem ou em mal. Mas, para Heidegger, o pensamento é, em seu sentido essencial, a intuição receptiva, não intelectual e de apreendedora, | ||
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| + | Este pensamento, Heidegger o aproxima da poetização; | ||
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| + | //CHASSARD, P. Heidegger, l’être pensé. Paris: Albatros, 1988. // | ||
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