estudos:caron:peos:si-mesmo-e-em-si-hermeneutico
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| + | ====== O si-mesmo é, em si, hermenêutico (2005: | ||
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| + | O mais importante na abordagem da origem da subjetividade não é constatar como ela se desdobra e a partir de qual instância, mas ir além dessa própria instância para captar o que torna possível tal comportamento: | ||
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| + | Se a fenomenologia quer alcançar o que almeja, ou seja, o estabelecimento de seu método como ciência absoluta, ela se vê obrigada às mesmas exigências que foram as de Fichte ou Hegel: fundamentar o método no próprio desdobramento daquilo que se quer trazer à luz como fundamento. Mas, apesar das ambições de ciência absoluta e da sincera aversão de Husserl às Weltanschauungen, | ||
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| + | Ora, se a fenomenologia não consegue fundamentar seu método, se se contenta em ser apenas uma clarificação de conceitos metodológicos e de conceitos alcançados precisamente por esses conceitos metodológicos — ou seja, se não dirige seu olhar para as condições ontológicas de possibilidade daquilo em que se apoia —, ela inevitavelmente recai ao nível de uma Weltanschauung. Para Heidegger, é preciso manter na pensamento o fundamento de toda atividade hermenêutica ou especulativa, | ||
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| + | O si-mesmo é, em si, hermenêutico. Esse é até mesmo seu comportamento fundamental: | ||
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