estudos:bollnow:tonalidade-emotiva:angustia
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| + | ====== Angústia como uma manifestação do Nada ====== | ||
| + | //BOLLNOW, Otto Friedrich. Le tonalità emotive. Tradução: Daniele Bruzzone. Milano: Vita e Pensiero, 2009.// | ||
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| + | **A construção da antropologia existencial sobre a tonalidade emocional da [[lx> | ||
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| + | **1. O primado da angústia na filosofia da existência** | ||
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| + | 1. A antropologia filosófica deve à filosofia da existência a descoberta da importância da tonalidade emotiva, mas essa descoberta se realizou com o estudo de uma tonalidade emotiva especial, a angústia, cuja avaliação existencialista como " | ||
| + | * Heidegger afirma que a " | ||
| + | * Embora a angústia ocupe inicialmente não " | ||
| + | * O significado excepcional da angústia é o pressuposto comum a toda a filosofia da existência, | ||
| + | * As outras tonalidades emotivas não produzem nenhuma nova informação sobre a natureza humana, não mostram nada de novo do ponto de vista do conteúdo, mas podem apenas confirmar, de outro ponto de vista, o que já foi reconhecido na angústia, e onde parecem contradizê-la, | ||
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| + | **2. Os pressupostos da filosofia da existência** | ||
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| + | 2. Todo o edifício da filosofia de Heidegger repousa sobre o fundamento de uma única tonalidade emotiva, a angústia, cuja essencial simplificação do procedimento e cujas premissas ontológicas já foram demonstradas, | ||
| + | * Sobre a validade desses pressupostos não se pode decidir a priori, mas apenas através de pesquisas concretas sobre as outras tonalidades, | ||
| + | * Se essa suposição for confirmada, estará demonstrado que o ponto de partida da angústia imprime à imagem do homem e do mundo uma direção unívoca, alterando ou considerando de forma reduzida os outros fenômenos igualmente importantes, | ||
| + | * O prosseguimento das pesquisas fica assim fixado: deve-se primeiro esclarecer a dependência de toda a antropologia heideggeriana dessa tomada de posição particular, e depois investigar se a análise de outras tonalidades conduz aos mesmos resultados ou a consequências antropológicas essencialmente diversas, e, se delas surgirem ideias que não se adaptem à analítica existencial, | ||
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| + | **3. A angústia como manifestação do Nada** | ||
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| + | 3. A interpretação da angústia pela filosofia da existência, | ||
| + | * Esse Nada que irrompe no objeto da angústia é diferente da mera falta de um objeto determinado, | ||
| + | * O desnorteamento [ [[lx> | ||
| + | * Heidegger afirma, assim, o primado da angústia sobre as outras situações emotivas, por ser a situação emotiva fundamental [ [[lx> | ||
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| + | **4. A angústia como condição da liberdade** | ||
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| + | 4. A interpretação da filosofia existencial se diferencia da consideração ingênua, que veria na angústia uma deplorável fraqueza, ao buscar um sentido positivo nesse abalo dos vínculos habituais da vida pela experiência da estranheza radical, partindo do pressuposto que a angústia é uma expressão da perfeição da natureza humana, sendo necessário que o homem se sinta desnorteado na angústia para arrancá-lo da indiferença de sua vida ordinária. | ||
| + | * O fato da angústia indica que o homem se encontra, primeiramente e na maioria das vezes, num estado em que não é o que deveria ser segundo sua natureza, um estado que Heidegger descreve como " | ||
| + | * A angústia tem, portanto, a função de arrancar o homem da condição da inautenticidade, | ||
| + | * Assim, a angústia é a condição de possibilidade da liberdade, e sem a manifestação originária do Nada não há um ser-si-mesmo [ [[lx> | ||
| + | * A angústia verdadeira é sempre caracterizada por uma " | ||
| + | * O conteúdo desses raciocínios serve para esclarecer, com esse exemplo, a questão da antropologia filosófica formulada abstratamente na introdução, | ||
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| + | **5. Consequências dessa abordagem** | ||
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| + | 5. O breve perfil da interpretação da angústia segundo a filosofia existencial serve para formar o pano de fundo para as reflexões seguintes, e a questão do superamento da unilateralidade da filosofia da existência remete a uma antropologia das tonalidades emotivas " | ||
| + | * A passagem das tonalidades " | ||
| + | * Para responder a essa questão, deve-se perguntar como, no caso de Heidegger, a partir da angústia se obtém uma determinada estrutura antropológica fundamental, | ||
| + | * O primeiro elemento necessário para toda antropologia desenvolvida sobre a base da angústia é o dualismo, já mencionado, entre as duas formas da existência humana que Heidegger chamou de autenticidade e inautenticidade, | ||
| + | * Consequências similares se deduzem também em relação ao próximo, pois na angústia o homem é jogado sobre si mesmo, interrompendo-se não só os vínculos com o mundo, mas também com os familiares, tornando-se um " | ||
| + | * O estado da existência autêntica, que resulta da passagem pela angústia, só pode ser determinado formalmente, | ||
| + | * Considerações similares se aplicam à concepção do tempo e da história, pois no terreno da angústia tem origem uma noção tipicamente existencial do tempo, que se concentra no instante [ [[lx> | ||
| + | * A filosofia da existência, | ||
| + | * No que se refere à relação com a conhecimento, | ||
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