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 Normalmente, não nos sentimos isolados dos outros, mas antes imersos no mundo juntamente com eles. "E assim, no fim de contas, um eu isolado sem os outros está igualmente longe de ser simplesmente dado" (152/116). Como são os nossos encontros com os outros no decurso da nossa atividade quotidiana? Tal como as parafernálias não são coisas dotadas de valor, também os outros não são corpos dotados de propriedades psicológicas. Normalmente, compreendemos os outros de imediato e sem mais demoras. Quando entro no gabinete do meu departamento, o estudante que está a trabalhar na secretária está a receber um recado. Quando saio para o pátio, o homem no banco está a almoçar. Não tenho de pensar nestas coisas. A maior parte dos outros estão ali, a fazer o que estão a fazer, tal como os martelos e as mesas estão ali, a ser o que são. É isto que Heidegger quer dizer, quando se refere à "inconspicuidade" e à "obviedade" que caracterizam o ser dos outros tanto quanto o ser da parafernália (158/121). Tal como acontece com a parafernália, o que os outros fazem tem sentido em termos do horizonte do mundo. Normalmente, não nos sentimos isolados dos outros, mas antes imersos no mundo juntamente com eles. "E assim, no fim de contas, um eu isolado sem os outros está igualmente longe de ser simplesmente dado" (152/116). Como são os nossos encontros com os outros no decurso da nossa atividade quotidiana? Tal como as parafernálias não são coisas dotadas de valor, também os outros não são corpos dotados de propriedades psicológicas. Normalmente, compreendemos os outros de imediato e sem mais demoras. Quando entro no gabinete do meu departamento, o estudante que está a trabalhar na secretária está a receber um recado. Quando saio para o pátio, o homem no banco está a almoçar. Não tenho de pensar nestas coisas. A maior parte dos outros estão ali, a fazer o que estão a fazer, tal como os martelos e as mesas estão ali, a ser o que são. É isto que Heidegger quer dizer, quando se refere à "inconspicuidade" e à "obviedade" que caracterizam o ser dos outros tanto quanto o ser da parafernália (158/121). Tal como acontece com a parafernália, o que os outros fazem tem sentido em termos do horizonte do mundo.
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