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| + | ====== A ÁRVORE-RAIZ, | ||
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| + | //Data: 2017-05-30 10:25// | ||
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| + | ==== O FUNDAMENTO EM HEIDEGGER ==== | ||
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| + | //Excertos de Mafalda Faria Blanc, O Fundamento em Heidegger, p. 245-248// | ||
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| + | Deleuze (Cf. Deleuze, Gilles, Différence et Répétition e Logique du Sens) distingue três acepções de fundamento, correspondentes àquelas etapas da história da filosofia, ao longo das quais esta vai realizando a ideia programática de ontologia - a descrição e ordenação das principais estruturas do ser do ente. | ||
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| + | A primeira acepção de fundamento é a identidade. Surgindo com a determinação platônica do ser como ideia, ela inaugura «(...) o domínio da representação, | ||
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| + | A segunda acepção de fundamento é a identidade da diferença. Fundar significa agora tornar infinita a representação, | ||
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| + | Aquelas duas acepções de fundamento reúnem-se numa terceira, em que fundar significa distribuir todas as coisas no círculo único de um princípio fundador, que as apreende no seu centro e as reparte pela sua conferência. | ||
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| + | A óptica da generalidade, | ||
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| + | No entanto, a perspectiva ôntica não é a única tematização possível do fundamento, como ficou mostrado pelo nosso trabalho de interpretação do fundamento em Heidegger. Mais aquém da teologia e da egologia, já não como o topo da hierarquia dos entes ou o princípio genético da sua constituição, | ||
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| + | Não obstante as fundamentais diferenças, | ||
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| + | Determinar as categorias que informam o espaço mental circunscrito pela ideia de fundamento significa recortar a imagem filosófica do «real» e, através dela, tomar consciência da tipicidade desta interpretação do que nos força a pensar. À primeira vista simples exercício de formalização, | ||
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| + | Na sequência de Heidegger mas mais radicalmente que este, Deleuze é, tanto quanto sabemos, o pensador que mais longe foi na exploração daquela geografia do fundamento. | ||
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| + | Assim, é com a imagem da árvore-raiz que ilustra o espaço mental da filosofia, principalmente orientado para a derivação do múltiplo a partir de uma unidade prévia. A ela opõe a imagem do rizoma, diagrama de um outro modo de pensar a «physis», como produção distributiva de uma diversidade não totalizável. | ||
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| + | Com o modo de pensar rizomático pretende-se estabelecer uma relação com as coisas diversa da relação arborescente própria da filosofia e dar a palavra a todos os gêneros de devir por esta silenciados: | ||
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| + | A árvore dominou toda a realidade ocidental, estruturando a sua prática e a sua teoria em torno da ideia de um fundamento--raiz. Pelo contrário: «Contra os sistemas centrados (mesmo policentrados), | ||
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