estudos:birault:birault-197837-ter-sido-e-passado
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| + | ===== TER-SIDO E PASSADO (1978:37) ===== | ||
| + | Ser é sempre ser ainda; ser é sempre já ser. Sobre o fundo do ter-de-ser se alinha o ter-sido. Ter-sido não é o passado ou a preterição do passado. Heidegger chama o passado da temporalidade nivelada de {das Vergangene}. O ter-sido da temporalidade extática, por outro lado, é {das Gewesene}. Como só pode ocorrer a partir do futuro, o ter-sido, no ser recolhido de sua presença, está diante de nós antes de estar atrás de nós. O passado é passado, o passado não é mais, o ter-sido ainda é... Somente o ser que é também deve ter sido. Aquele que não é mais não foi. Na verdade, ele nem mesmo tem um passado. Com ele e como ele, o passado foi abolido ou aniquilado: o passado não é enquanto ser-passado. | ||
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| + | Já ser sempre não é ter sido desde sempre. Ter sempre que ser também não é ser para sempre. Promoção existencial do {ainda} e do {já}. A permanência da existência não é a permanência da vida: nela não há vestígio de nascimento nem premonição de morte. A existência não nega o início ou o fim da vida, ela simplesmente os ignora. Além disso, ela mesma funda essa ignorância. De fato, é porque em seu próprio ser ele sempre já é, que o homem não pode ser contemporâneo de seu nascimento. É porque, em seu próprio ser, ele ainda tem que ser, que o homem não pode ser contemporâneo de sua morte. Inevitavelmente, | ||
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