§6
Zur Bestimmung der Philosophie. 1. Die Idee der Philosophie und das Weltanschauungsproblem (post war semester 1919); 2. Phänomenologie und transzendentale Wertphilosophie (SS 1919); 3. Anhang: Über das Wesen der Universität und akademischen Studiums (SS 1919) [1987]
§ 6. Conhecimento e psicologia
Reconhecer que o conhecer é processo psíquico e, portanto, submetido às leis da vida psíquica, torna-o objeto científico da psicologia enquanto ciência do psíquico, sem que isso implique reduzir a natureza física, e menos ainda o matemático, ao psíquico, pois a psicologia permanece ciência especial mesmo diante de sua condição eminente de ciência do espírito, ao passo que a busca da ciência originária exigiria dela algo que, por reposar sobre conhecimento empírico de validade não absoluta, não pode fornecer.
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O conhecimento, embora pertença necessariamente a todas as ciências enquanto fenômeno psíquico, integra ao mesmo tempo uma região de objeto delimitada, de modo que nem a natureza física nem o matemático podem ser derivados do psíquico.
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Mesmo as ciências ideais, como a matemática, cujas conhecimentos possuem validade absoluta independente da experiência, constituem simultaneamente objetos possíveis da ciência empírica do espírito, a psicologia em sentido nobre, que deveria então permitir a derivação dessa validade absoluta caso fosse a ciência originária procurada.
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Exigir de uma ciência especial fundada em conhecimento empírico e validade não absoluta que sirva de fundação e fonte originária de um conhecimento absoluto constitui evidente contrassenso, o que deixa novamente em aberto não o onde (das Wo) da busca, agora encontrado na esfera do psíquico, mas o como (das Wie) do acesso a ela.
O exame de todas as ciências particulares revelou, de fato, o traço comum de possuírem todas o caráter do conhecimento, fenômeno que, contudo, não pertence a um domínio de objeto universal ou objetivamente primeiro capaz de fundamentar todo conhecimento, mas inscreve-se antes numa esfera de ser bem específica, a esfera do psíquico, cujo conceito, como já observara Kant, encerra uma ambiguidade decisiva.
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A psicologia enquanto ciência empírica das ciências da natureza investiga as leis que regem o curso das representações psíquicas e suas conexões, mas o psíquico manifesta também uma legalidade bem diversa, articulada por conceitos e princípios gerais que ordenam o dado imediato.
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Segundo Rickert, todas as ciências da natureza, entre as quais se inclui a psicologia, são generalizantes, na medida em que consideram a realidade empírica segundo suas características últimas mais gerais, como as leis do movimento, voltando-se ao universal.
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As ciências da cultura, ao contrário, são individualizantes, pois consideram a realidade empírica em sua individualidade, unicidade e singularidade, singularidade esta conhecida por sua relação a um valor cultural que possui, ele mesmo, o caráter do universal.
