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obra:ga55:4

§4

§ 4. As palavras fundamentais do pensamento originário physis, zoe. Sua relação com o pensamento metafísico e o pensamento do ser

a) A indicação característica do dizer que pensa originariamente na construção to me dynon pote e sua transformação em “o surgimento incessante” (physis). Sobre a palavra physis no pensamento originário e o conceito de “natureza”. Referência: fragmento 123

A expressão heraclítica to me dynon pote deve ser escutada em sua estrutura verbal e temporal, pois o que “a cada vez já não declina” não nomeia simplesmente um ente permanentemente presente nem uma entidade fixa, mas uma vigência incessante cuja recusa do declinar indica um surgir que jamais cessa e que, pensado originariamente, aproxima-se da physis como emergência que se abre por si mesma, de modo que a tradução por “surgimento incessante” procura libertar a palavra do horizonte metafísico da substância e do conceito moderno de natureza.

  • O me não é simples negação lógica anexada exteriormente ao verbo, pois sua relação com pote — “a cada vez”, “sempre” — determina o não-declinar como vigência temporal incessante, não como propriedade estática.
  • A forma verbal dynon precisa ser preservada contra a tendência de substantivá-la imediatamente, porque o decisivo está no acontecer do declinar e do não-declinar, não em algo previamente posto como sujeito desse acontecer.
  • O fragmento deixa ouvir um rigor próprio da palavra originária em que partícula, verbo e determinação temporal permanecem vinculados numa unidade ainda não reduzida às categorias gramaticais posteriores.
  • A reformulação positiva do “que nunca declina” como “surgimento incessante” não pretende substituir arbitrariamente Heráclito por outra expressão, mas tornar audível a essência positiva contida na negação.
  • O contrário de declinar, enquanto entrar no encobrimento, não é simplesmente permanecer imóvel fora de qualquer retraimento, mas surgir continuamente para o aberto.
  • Esse surgir deve ser aproximado de phyein e physis, não como desenvolvimento biológico ou crescimento quantitativo, mas como emergência que, a partir de si, vem ao aparecimento.
  • O surgimento da planta, o nascer do sol, o desabrochar de um ente e o aparecer dos deuses pertencem a uma experiência em que physis nomeia o vir à presença desde si mesmo.
  • Physis não equivale à “natureza” moderna, pois “natureza” passou a designar uma região dos entes contraposta ao espírito, à história, à cultura ou à técnica.
  • Também não se deve compreender physis como mera soma dos processos físicos, químicos e biológicos investigados pelas ciências da natureza.
  • A moderna ciência da natureza constrói os fenômenos segundo relações causais, regularidades, medidas e experimentos, enquanto physis nomeia mais originariamente o próprio emergir que permite ao ente aparecer.
  • O surgimento de uma planta pode ser explicado modernamente mediante processos bioquímicos, iluminação, temperatura e condições do solo, mas tais explicações não alcançam ainda o surgir enquanto surgir.
  • A explicação científica permanece legítima em seu domínio, mas não substitui a questão pelo modo como algo emerge do encobrimento e passa a vigorar no aberto.
  • A experiência originária não é uma teoria rudimentar da natureza posteriormente superada pela ciência, mas uma relação diferente com aquilo que aparece.
  • A transformação de physis em natura e, posteriormente, em “natureza” pertence a uma história em que o surgimento originário deixa de ser pensado e os entes passam a ser concebidos como objetos disponíveis.
  • A ciência moderna pode calcular com enorme precisão o crescimento de um organismo sem por isso pensar a essência do crescer enquanto emergência.
  • A distinção entre verdade científica e pensamento originário não deve ser formulada como oposição entre erro e acerto, pois ambos pertencem a modos históricos diversos de relação com os entes.
  • A palavra physis permanece ligada ao aparecer, à claridade e à emergência, razão pela qual sua proximidade com aletheia não é casual.
  • A experiência de physis permite compreender que “surgimento incessante” não significa um processo interminável em sentido cronológico, mas a vigência daquilo que, emergindo, nunca abandona inteiramente o âmbito do aparecer.
  • O fragmento 123, segundo o qual “physis ama encobrir-se”, impede interpretar physis como pura exteriorização sem retraimento, pois surgir e encobrir-se pertencem originariamente um ao outro.
  • O “amor ao encobrimento” não acrescenta uma propriedade ao surgimento, mas indica que o próprio emergir conserva em si uma inclinação para o retraimento.
  • A relação entre o fragmento 16 e o fragmento 123 prepara, assim, uma compreensão em que não-declinar, surgir e encobrir-se não são determinações incompatíveis, mas dimensões de uma mesma vigência originária.

b) As palavras fundamentais physis e zoe em sua transformação. Sobre o significado essencial de zen e zoe no pensamento originário, como superação do conceito de vida na tradição metafísica. Referência ao fragmento 30

  • Se to me dynon pote pode ser escutado como “surgimento incessante”, aproxima-se também de zoe e zen, palavras gregas que não devem ser imediatamente traduzidas e compreendidas segundo o conceito moderno de “vida”.
  • A palavra zoe costuma ser vertida por “vida”, mas essa equivalência já transporta para o grego uma longa história metafísica, biológica e psicológica que pode encobrir sua experiência originária.
  • A familiaridade moderna com a palavra “vida” faz parecer que seu significado é evidente, quando na verdade se trata de um conceito historicamente determinado.
  • Mesmo a oposição corrente entre vida e morte já pressupõe uma compreensão de vida que não coincide necessariamente com aquilo que os gregos experimentavam em zoe.
  • Nietzsche identifica ser e vida dentro do horizonte da vontade de poder, chegando a perguntar que outra representação do ser poderia haver senão “vida”, mas essa identificação pertence à consumação da metafísica e não pode ser projetada sobre Heráclito.
  • Para Nietzsche, vida é vontade de poder, e vontade de poder não significa mero desejo de continuar vivendo, mas a essência de tudo aquilo que é enquanto intensificação, superação e aumento de poder.
  • A vontade de poder quer a si mesma e, nessa vontade de si, determina o ser dos entes segundo a lógica da potencialização.
  • Quando “vida” é compreendida desse modo, não se está diante do significado originário de zoe, mas de uma interpretação metafísica tardia em que vida e ser se tornam nomes da mesma estrutura de vontade.
  • As representações modernas de vida e morte permanecem tão carregadas por biologismo, psicologia e metafísica que dificultam retornar à experiência grega.
  • A biologia moderna pode estabelecer critérios para distinguir organismos vivos de corpos inertes, mas não por isso alcança a essência da vida enquanto aquilo que se mostra no pensamento originário.
  • O surgimento de um vivente não deve ser confundido com o conjunto de processos fisiológicos que podem ser descritos cientificamente.
  • Zoe precisa ser aproximada de zao e zen, deixando aparecer um sentido de vigor, eclosão, irrompimento e brilho que não se reduz à duração orgânica.
  • A investigação etimológica não é suficiente por si mesma, mas pode conservar acenos para a experiência em que zoe pertence ao campo do emergir.
  • A palavra grega para vida mantém relações com expressões que indicam vigor, força e fulgor, de modo que viver aparece como uma forma de vigência que se abre e se mostra.
  • Essa proximidade não autoriza traduzir zoe simplesmente por “força”, pois a moderna noção de força pertence a outra história conceitual.
  • A interpretação mecanicista da força e a interpretação metafísica da potência não devem substituir aquilo que a palavra originária deixa aparecer.
  • O modo de surgimento de uma planta, de um animal ou de um homem pode ser pensado a partir da abertura em que cada vivente irrompe e se mantém, sem que todos sejam reduzidos a uma mesma determinação zoológica.
  • O grego chama também os deuses de zoontes, não porque os represente como animais, mas porque neles o aparecer e o vigorar alcançam uma forma eminente.
  • A tradução de zoon por “animal” é, portanto, tardia e limitada, pois o termo grego possui uma extensão e uma significação mais originárias.
  • Quando o homem é determinado como zoon logon echon, não se está dizendo simplesmente “animal racional”, pois tanto zoon quanto logos sofreram transformações decisivas em sua recepção latina.
  • A ave que canta e voa não “vê” o aberto no mesmo sentido em que o homem pode relacionar-se com o ser, embora seu comportamento mostre uma forma própria de estar inserida num círculo de abertura e fechamento.
  • O animal não deve ser humanizado, nem o homem animalizado, porque a diferença entre ambos precisa ser pensada a partir de seus modos distintos de relação com o aberto.
  • A palavra physis ajuda a compreender zoe porque ambas pertencem ao âmbito do surgir, do abrir-se e do trazer-se à presença.
  • A sentença de Heráclito sobre aquilo que “nunca declina” aproxima-se, portanto, de physis e zoe não porque nomeie uma “força vital” cósmica, mas porque toca a região originária do surgimento.
  • O fragmento 30, ao falar do kosmos que sempre foi, é e será “fogo sempre vivo”, deve ser escutado nessa proximidade entre surgir, brilhar, vigorar e não declinar.
  • “Fogo sempre vivo” não significa matéria física eterna nem substância ígnea universal, mas conserva uma palavra para o modo como o ente aparece no jogo de acender e apagar, surgir e retrair-se.
  • A metáfora do fogo seria insuficiente se fosse tomada apenas como imagem de transformação; o fogo pertence originariamente ao âmbito da claridade e do aparecer.
  • O “sempre vivo” do fogo heraclítico não deve ser submetido nem ao biologismo nem à vontade de poder nietzschiana, pois seu sentido precisa permanecer ligado à experiência originária do ser.
  • O aparecimento e desaparecimento do fogo mostram de maneira privilegiada uma vigência que não se fixa numa forma permanente e, ainda assim, não deixa de ser aquilo que é.
  • A proximidade entre physis, zoe e fogo prepara a compreensão de que ser, surgir e aparecer ainda não foram separados no pensamento originário como posteriormente ocorrerá na metafísica.

c) A violência da transformação e a consideração explícita da negação

  • A tradução da expressão negativa to me dynon pote por uma formulação afirmativa como “surgimento incessante” constitui uma transformação violenta apenas quando se esquece que a própria palavra originária exige ser pensada em sua positividade essencial.
  • Uma negação gramatical não deve ser imediatamente tomada como simples privação lógica, pois no pensamento originário o “não” pode conservar um sentido positivo de resistência ao encobrimento.
  • A expressão “não declinar” não significa apenas excluir o declínio, mas deixar aparecer aquilo cuja vigência permanece no surgimento.
  • A transformação para uma formulação positiva procura tornar explícito aquilo que já está implicado na negação heraclítica.
  • Essa operação, contudo, corre o risco de suavizar a força originária da palavra, razão pela qual a negação precisa continuar sendo ouvida em sua tensão própria.
  • A referência a aletheia mostra que também uma palavra negativamente constituída pode nomear positivamente uma essência originária, pois o alfa privativo de a-letheia não reduz a verdade a simples ausência de ocultamento.
  • O “desencobrimento” não é uma nulificação do encobrimento, mas uma luta em que aquilo que se descobre permanece relacionado ao esconder-se.
  • Analogamente, “não declinar” pode significar uma vigência positiva que não é mera contraposição lógica ao declínio.
  • A insistência numa versão afirmativa somente se justifica se não eliminar o combate interno que a forma negativa conserva.
  • A linguagem originária possui a capacidade de dizer positivamente mediante negações aquilo que não pode ser apresentado como simples presença disponível.
  • A violência da interpretação não consiste em abandonar a letra, mas em impor-lhe uma representação estranha que destrua o campo de experiência de onde a palavra provém.
  • Traduzir exige, assim, uma disciplina que preserve simultaneamente a forma recebida e a possibilidade de penetrar na essência que essa forma resguarda.

Repetição

1) O me dynon pote de Heráclito pensado originariamente e o on da metafísica

  • O fragmento 16 inicia-se com to me dynon pote, expressão que, tomada isoladamente, pode parecer nomear “aquilo que nunca declina”, mas cujo sentido originário permanece verbal e exige ser pensado como vigência de não-declinar.
  • A discussão precedente mostrou que a forma participial pode conduzir facilmente à substantivação, assim como ocorreu historicamente com to on na metafísica.
  • O pensamento metafísico pergunta pelo ente enquanto ente e procura aquilo que constitui sua entidade, deslocando progressivamente a atenção do acontecer do ser para aquilo que permanece determinável como fundamento.
  • Platão e Aristóteles inauguram uma história em que a questão pelo ser dos entes ganha forma sistemática, mas essa forma não deve ser retroprojetada sem reservas sobre Heráclito.
  • A pergunta metafísica “o que é o ente?” parece a pergunta mais universal, mas já pressupõe que o ser seja interrogado a partir do ente.
  • A universalidade metafísica não é apenas uma generalização empírica, mas ainda assim permanece orientada pela entidade do ente.
  • A crítica a essa orientação não significa declarar falsa a metafísica, mas reconhecer que o pensamento originário pode mover-se numa experiência anterior à distinção consolidada entre ser e ente.
  • A palavra fundamental de Heráclito precisa, portanto, ser protegida contra a tendência de transformar to me dynon pote num nome para um ente supremo, uma substância eterna ou um princípio metafísico.
  • Também a formulação “surgimento incessante” permanece apenas uma aproximação, destinada a preservar o caráter verbal e dinâmico da palavra.
  • O primeiro começo do pensamento não se deixa compreender simplesmente como forma ainda imperfeita da metafísica posterior.
  • A confusão entre pensamento originário e metafísica surge quando se interpreta Heráclito como precursor de Platão, Aristóteles, Hegel ou Nietzsche, retirando-lhe a singularidade histórica.
  • A diferença essencial não está em maior ou menor grau de desenvolvimento conceitual, mas no modo como o próprio ser é experimentado.
  • O questionamento heraclítico não procura ainda explicar os entes mediante uma estrutura universal de entidade, mas deixa aparecer uma relação originária entre surgir, encobrir-se e não-declinar.
  • A proximidade entre physis e aletheia mostra que o primeiro pensamento ainda permanece junto ao acontecer de emergência e desencobrimento.
  • A metafísica nasce quando essa experiência começa a ser reconduzida à pergunta pela entidade daquilo que é.
  • O pensamento originário deve ser escutado a partir de seu próprio campo e não segundo a claridade retrospectiva da metafísica.
  • A diferença entre ambos não constitui uma sequência linear de progresso, mas uma transformação histórica da relação do homem com o ser.

2) O significado originário e impensado da physis como “puro surgimento” e sua proximidade essencial com zoe. A recusa das interpretações metafísicas do conceito de vida

  • Physis deve ser pensada como puro surgimento, isto é, como emergir que se abre a partir de si mesmo e leva aquilo que surge à presença.
  • A tradução por “natureza” é inadequada quando introduz a oposição moderna entre natureza e espírito ou restringe physis ao domínio dos processos naturais.
  • Mesmo a fórmula “surgimento” permanece provisória se for entendida segundo imagens modernas de crescimento, produção ou desenvolvimento causal.
  • O surgir não é um processo acrescentado posteriormente a um ente já existente, mas pertence ao modo como o ente vem à presença.
  • A tendência de imaginar physis como uma espécie de invólucro que se abre e deixa escapar objetos ainda permanece excessivamente presa à representação moderna.
  • O surgir precisa ser pensado sem um sujeito ou substrato previamente dado que estivesse por trás do acontecimento.
  • Montanhas, plantas, animais, homens e deuses aparecem diferentemente, mas todos podem ser nomeados a partir da dimensão em que algo surge e se mostra.
  • A physis não é uma propriedade comum abstraída desses entes, mas o próprio vigorar do emergir.
  • O fragmento 123, segundo o qual physis ama encobrir-se, impede compreender esse emergir como pura transparência, pois o surgir conserva essencialmente uma tendência à ocultação.
  • Surgir e encobrir-se pertencem ao mesmo acontecimento, assim como o não-declinar somente pode ser pensado a partir da relação com o declínio.
  • A alteração aparentemente pequena de traduzir to me dynon pote por “surgimento incessante” indica, por isso, uma transformação muito mais profunda do horizonte de pensamento.
  • O mesmo ocorre com zoe, cujo significado originário não pode ser recuperado enquanto “vida” for tomada segundo os conceitos modernos da biologia, psicologia ou metafísica.
  • A identificação nietzschiana de vida e vontade de poder pertence à extrema consumação da metafísica e testemunha uma distância histórica em relação ao começo grego.
  • A vontade de poder não é simplesmente uma teoria acerca dos seres vivos, mas uma determinação do ser dos entes no todo.
  • Por isso, a interpretação de zoe a partir de Nietzsche não recupera Heráclito, mas mostra um estágio tardio da história da metafísica.
  • A recorrência moderna à “vivência” tampouco restitui zoe, pois Erlebnis pertence a uma concepção subjetiva da vida que já pressupõe a interioridade moderna.
  • O pensar originário exige libertar-se tanto do biologismo quanto da metafísica da vontade, sem por isso regressar a uma compreensão ingênua ou pré-científica da vida.
  • A tarefa não consiste em rejeitar ciência, técnica ou metafísica, mas em distinguir seu horizonte daquele em que physis e zoe foram inicialmente experimentadas.
  • O homem moderno vive sob determinações históricas que tornam quase inevitável interpretar vida como organismo, consciência, instinto, vontade ou autopreservação.
  • Essa inevitabilidade histórica não autoriza, contudo, a transformar tais conceitos em medida universal para interpretar os gregos.
  • O pensamento do começo exige uma escuta na qual as palavras possam mostrar outra relação com ser, surgir e aparecer.
  • O “fogo sempre vivo” de Heráclito deve ser compreendido nesse horizonte e não como substância eterna, energia física ou símbolo da vontade de poder.
  • Fogo, physis, zoe e não-declinar pertencem ao domínio em que surgir significa simultaneamente brilhar, abrir-se e vigorar.
  • O fogo surge e se mantém apenas no movimento de acender e consumir, deixando aparecer uma unidade entre permanência e mudança que não se deixa traduzir imediatamente por categorias metafísicas.
  • A palavra zoe permanece mais próxima desse vigor de surgimento do que do conceito biológico de vida.
  • O “vivo” do fogo heraclítico não significa animalidade, mas intensidade de presença e surgimento.
  • A compreensão de zoe exige, portanto, separar-se da oposição moderna entre vivo e não-vivo quando essa oposição é usada como critério suficiente para determinar o sentido originário da palavra.
  • O fragmento 30 e o fragmento 16 convergem na indicação de uma vigência que não simplesmente permanece imóvel, mas que, surgindo, nunca deixa de surgir.
  • Essa vigência não é algo oculto atrás dos entes como fundamento suprassensível, mas aquilo que se manifesta justamente no modo como os entes surgem e aparecem.
  • A questão decisiva permanece aberta: aquilo que “nunca declina” deve ser pensado como surgimento incessante, e esse surgimento precisa ser interrogado em sua relação essencial com o encobrimento.
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