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estudos:zarader:nada-o-outro-de-todo-o-sendo-2000

NADA, O OUTRO DE TODO O SENDO (2000:164-165)

ZARADER, Marlène. A Dívida Impensada. Heidegger e a Herança Hebraica. Lisboa: Instituto Piaget, 2000.

  • O ser, enquanto pensado para além da tradição metafísica, não é presença constante nem sendo supremo, mas não “é” no modo de um sendo, devendo ser compreendido como o Outro de todo o sendo, isto é, como nada que não equivale a simples negação.
    • O ser não coincide com presença permanente.
    • Não se identifica com sendo supremo.
    • O ser não é um sendo.
    • É indicado como Outro de todo o sendo.
    • Esse Outro é caracterizado como nada.
  • Somente ao ultrapassar todo o sendo e retirar-se na ausência do ser, compreendida como néantir ativo, o homem pode juntar-se ao sendo, de modo que a ausência do ser, nos anos de Sein und Zeit, aparece como condição de revelação do sendo.
    • A ausência do ser é condição de revelação.
    • O nada não é simples negação.
    • Há reenvio ao ser do sendo.
    • A natureza desse reenvio ainda não está plenamente fixada.
  • Posteriormente, aquilo que em 1929 ainda era nomeado como Nada passa a ser reconhecido como participando do próprio desenvolvimento do ser, constituindo sua essência enquanto aquilo que nunca é sendo, mas distingue qualquer sendo, e que ressoa no Caos sagrado de Hölderlin como origem de toda abertura.
    • O Nada é reconhecido como modo de desenvolvimento do ser.
    • Não é um sendo.
    • Distingue qualquer sendo.
    • Hölderlin é evocado com o Caos sagrado.
    • O Caos é identificado com bem-estar primordial.
    • A ausência do ser é pensada como abismo (Abgrund).
    • É também pensada como retirada (Entzug).
    • A concepção foi mal interpretada por sua novidade.
  • Tradicionalmente, a essência do ser foi concebida sem conhecimento do Caos e do Nihil, entendidos como desordem ou magma informe, incapaz de produzir ou possuir energia criadora.
    • Caos é oposto ao cosmos.
    • É visto como desordem e matéria sem eidos.
    • Não possui forma nem rosto.
    • Não é pura nulidade.
    • Não é concebido como potência criadora.
  • Com o cristianismo, o nihil passa a significar ausência absoluta de todo o sendo e não-ser radical, tornando-se, na perspectiva da criação ex nihilo, o ponto de partida a partir do qual Deus cria todas as coisas, concepção assumida pela filosofia e pela teologia, inclusive por correntes da teologia judaica.
    • Nihil é ausência radical de todo o sendo.
    • É não-ser absoluto.
    • A criação é pensada como ex nihilo.
    • Deus cria todas as coisas a partir dessa ausência.
    • A concepção é veiculada por filosofia e teologia.
    • Algumas correntes da teologia judaica incorporam essa noção.
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