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estudos:white:2005:2

2 Morte Dasein

WHITE, Carol J. Time and Death: Heidegger's Analysis of Being-upon-the-End. Edited by Mark Ralkowski; foreword by Hubert L. Dreyfus. Lanham, MD: Rowman & Littlefield, 2005.

A Morte do Ser-aí

1. Ao considerar a concepção heideggeriana da morte na Segunda Seção de Ser e Tempo, é preciso lembrar o que a analítica existencial realizou na Primeira Seção, cuja investigação, como o primeiro parágrafo da Segunda Seção recorda, tomou a definição técnica de “existência” como fio condutor para analisar o ser do ser-aí.

  • O termo “existência” “indica formalmente que o ser-aí é como um poder-ser (Seinkönnen) compreensor que, em seu ser, está em jogo esse mesmo ser”.
  • Essa definição deve estar presente quando se considera a morte do ser-aí, descrita como “a possibilidade da impossibilidade de toda existência em geral”.
  • Com essa noção de existência, compreende-se melhor que a “morte” do ser-aí, seu deixar “de ser”, começa onde terminam suas possibilidades, no limite de seu “estar voltado para” o ser.

2. O exame da morte do ser-aí passa pelo contexto imediato e histórico da discussão, relacionando-a ao projeto geral de Ser e Tempo e às concepções de morte de Hegel e Kierkegaard, pelo problema da “totalidade” do ser-aí, pela distinção entre os fins dos diversos domínios do ente e as seis noções de fim do ser-aí confusamente empregadas por Heidegger, pela morte como “possibilidade da impossibilidade da existência”, pelo “ser-para-o-fim” e pelos dois modos, impróprio e próprio, de o ser-aí “morrer”.

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