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QUESTIONANDO AS COISAS (2015, 14-15)
SHEEHAN, Thomas. Making Sense of Heidegger: A Paradigm Shift. Lanham: Rowman & Littlefield, 2015
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A metafísica toma as coisas — tudo o que é real, tudo o que “tem ser” (to on) — como seu objeto material e pergunta pelo que as faz serem reais, desenvolvendo essa investigação, na leitura tradicional da metafísica de Aristóteles, a partir de seu momento ontológico e deixando de lado o momento teológico.
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Concentração no momento ontológico da metafísica aristotélica.
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Investigação dirigida às coisas enquanto reais.
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Questão sobre o que as torna reais.
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O objeto material da metafísica consiste nas coisas enquanto tudo o que é real e “tem ser” (to on).
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Identificação de to on como aquilo que é investigado.
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Universalidade do âmbito das coisas reais.
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O foco formal aplicado a essas coisas é expresso pela ressalva he on, de modo que a pergunta se transforma em indagação sobre o que explica o fato de elas serem reais.
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Articulação do ponto de vista formal: na medida em que são reais.
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Formulação da pergunta: o que explica sua realidade.
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O resultado buscado é formalmente indicado como aquilo que faz com que as coisas sejam reais, variando historicamente conforme o metafísico, sendo eidos em Platão, energeia em Aristóteles e esse ou actus essendi em Tomás de Aquino.
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Indicação formal da resposta esperada.
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Exemplos históricos: Platão (eidos), Aristóteles (energeia), Tomás de Aquino (esse, actus essendi).
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Variação histórica do conteúdo que preenche a indicação formal.
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A Leitfrage da metafísica distingue das Befragte como objeto material (obiectum materiale quod), das Gefragte como foco formal e pergunta correlata, e das Erfragte como resultado formalmente indicado.
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Das Befragte: aquilo que é investigado, as coisas reais.
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Das Gefragte: a ótica formal que orienta a investigação e a pergunta sobre sua realidade.
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Das Erfragte: a resposta formalmente antecipada como explicação da realidade.
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A questão metafísica permanece centrada nas coisas sob o ponto de vista de por que, como e até que ponto elas são reais, buscando sua “essência” no sentido amplo do que permite que sejam reais, indo além delas para descobrir essa realidade e retornando a elas com tal determinação, como indicado por Aristóteles ao falar do que pertence às coisas em si mesmas e de seus primeiros princípios e causas mais elevadas.
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Pergunta pela essência entendida como esse-ness ou being-ness.
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Movimento de ultrapassar as coisas para descobrir sua realidade.
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Retorno às coisas com a determinação obtida.
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Referência a Aristóteles sobre primeiros princípios e causas mais elevadas.
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A metafísica configura-se, assim, como onto-logia, na medida em que o questionar e responder (-logia) se refere, em última instância, às coisas (onto-).
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Unidade entre onto- (entes) e -logia (investigação discursiva).
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Centralidade das coisas como termo último da investigação.
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