Action unknown: copypageplugin__copy
estudos:sheehan:fonte-da-inteligibilidade-2015
FONTE DA INTELIGIBILIDADE (2015, 133-135)
SHEEHAN, Thomas. Making Sense of Heidegger: A Paradigm Shift. Lanham: Rowman & Littlefield, 2015
-
A questão fundamental de Heidegger acerca da fonte da inteligibilidade constitui uma investigação pós-nietzschiana que, na ausência de Fundamento do Ser ou de Ideias divinas, interroga como o significado surge sem recorrer a padrões transcendentais de verdade, formulando a questão do Sein ou Anwesen como a indagação sobre como a presença significativa enquanto tal pode ser dada.
-
Contexto de ausência de fundamento metafísico.
-
Recusa de padrões divinos de verdade e ideias platônicas.
-
Reformulação da questão do Sein como questão da presença significativa.
-
Ênfase na doação da presença significativa enquanto tal.
-
A análise mostra que a οὐσία ou Sein da tradição metafísica designa sempre o ser das coisas, mas na fenomenologia de Heidegger o ser deixa de referir-se a existentia e essentia e passa a significar a inteligibilidade das coisas em correlação com a inteligência humana, conduzindo à questão fundamental sobre como essa presença significativa surge e o que a torna possível e necessária na experiência humana.
-
Ser tradicional como ser das coisas.
-
Superação da centralidade de existentia e essentia.
-
Ser entendido como inteligibilidade correlativa ao homem.
-
Pergunta pelo de onde da presença significativa.
-
Correlação necessária entre ser e homem.
-
A questão fundamental, ao investigar o que torna a inteligibilidade possível, volta-se para o próprio ser humano enquanto aquele que dá sentido, interrogando por que existe uma obrigação estrutural de mediação significativa e o que ocorreria caso a significatividade entrasse em colapso, inserindo Ser e Tempo na tradição da die Wende zum Subjekt desde Descartes e possivelmente Parmênides, onde o sujeito investigador torna-se objeto de investigação.
-
Inteligibilidade dependente do ser humano.
-
Obrigação estrutural de dar sentido.
-
Possibilidade de colapso da significatividade.
-
Inserção na tradição transcendental.
-
Transformação do sujeito em tema da investigação.
-
Debate sobre o sentido de sujeito como existência lançada-aberta.
-
A Parte I de Ser e Tempo estrutura-se em três tarefas que visam esclarecer o e-jeto existencial como abertura ἀλήϑεια-1, interpretar sua mortalidade e temporalidade como base da historicidade, e mostrar como essa temporalidade gera o horizonte da Lichtung und Anwesenheit ou tempo e ser, compondo o projeto da ontologia fundamental como explicitação da presença significativa na clareira humana.
-
SZ I.1: fundamentação do e-jeto existencial e da abertura.
-
SZ I.2: mortalidade, resolução e temporalidade.
-
SZ I.3: geração do horizonte temporal do ser.
-
Ontologia fundamental como explicação da presença significativa.
-
Clareira articulada como horizonte hermenêutico.
-
Reinterpretação posterior como reino do des-velamento.
-
A Parte II de Ser e Tempo foi concebida como desmontagem fenomenológica da história da ontologia em ordem cronológica inversa, de Kant a Descartes e Aristóteles, sendo indicadas como efetivamente publicadas apenas determinadas divisões do plano originalmente projetado.
-
SZ II.1: análise de Kant.
-
SZ II.2: análise de Descartes.
-
SZ II.3: análise de Aristóteles.
-
Publicação parcial do plano previsto.
-
estudos/sheehan/fonte-da-inteligibilidade-2015.txt · Last modified: by 127.0.0.1
-
-
-
-
