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estudos:kockelmans:1985a:1.3
1.3 Ciências do espírito
KOCKELMANS, Joseph J. Heidegger and science. Washington, D.C: Center for Advanced Research in Phenomenology : University Press of America, 1985.
3: NOTA SOBRE AS GEISTESWISSENSCHAFTEN
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A discussão sobre as Geisteswissenschaften tem sido afetada por sérios problemas e ambiguidades desde o início, refletindo-se esse estado de coisas nas dificuldades que cercam o uso do termo, sendo situação bastante estranha que após mais de cem anos ainda não haja acordo comum sobre como traduzir esse termo, sendo até a história do termo bastante paradoxal.
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Há pessoas convencidas de que não há bom equivalente em inglês para a expressão alemã, o que é verdade obviamente apenas em certo sentido, pois sendo a expressão alemã criação do século XVIII, pergunta-se por que não se criou neologismo análogo em inglês, sendo a expressão as ciências do espírito a tradução óbvia do termo alemão.
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Há várias razões pelas quais tem sido difícil encontrar bom equivalente inglês para o termo alemão: o fato de o termo alemão ser usado por autores diferentes com significado diferente, tendo várias nuanças de sentido que não podem ser todas capturadas por uma única expressão inglesa; o fato de a extensão do termo continuar a mudar ao longo do tempo; e o fato de o termo nos lembrar do romantismo e do idealismo alemão.
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Embora o termo Geisteswissenschaft já fosse usado no século XVIII por autores diferentes, só receberia seu significado moderno em meados do século XIX, parecendo ter sido usado primeiro como tradução alemã do termo técnico pneumatologia, termo primeiro empregado para se referir a uma disciplina teológica, sendo depois às vezes usado no sentido de filosofia ou como termo técnico para um ramo da metafísica.
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O primeiro a usar o termo para um conjunto de ciências ou disciplinas que não se ocupam da natureza, mas sim do espírito objetivo ou da cultura foi provavelmente Calinich, tendo o termo sido logo empregado regularmente como termo técnico em meados do século XIX para se referir a um grupo de disciplinas que de ponto de vista metódico, sistemático e epistemológico se pensava constituir uma unidade e que quanto a objeto e métodos a serem usados podem ser determinadas por oposição às ciências naturais.
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O termo foi inicialmente usado predominantemente no contexto do idealismo alemão, onde sempre se fizera distinção nítida entre filosofia e ciência, de um lado, e dentro das ciências entre as ciências da natureza e as ciências do espírito (ou cultura), de outro.
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Originalmente assumia-se bastante geralmente que as Geisteswissenschaften tinham caráter tanto prático quanto normativo, mas depois, quando as Geisteswissenschaften começaram a se fragmentar em várias disciplinas individuais relativamente independentes, essa ideia foi abandonada, passando o termo a se referir meramente às disciplinas históricas e literárias ou filológicas que por meio da interpretação tentam explicar e compreender todas as manifestações do espírito humano de modo estritamente livre de valores.
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Entre as manifestações do espírito humano a serem estudadas pelas Geisteswissenschaften entendiam-se então mito, religião, moralidade, direito, arte, literatura e todas as outras expressões linguísticas, signos, símbolos ou traços, podendo estas manifestações ser tomadas como referindo-se à herança ou tradição de uma sociedade bem como ao mundo atual de uma sociedade.
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Na época assumia-se bastante geralmente por muitos que todas essas disciplinas têm em comum o fato de fazerem uso de métodos tanto hermenêuticos quanto críticos, e tanto na tradição idealista quanto na neokantiana vários autores tentaram lançar os fundamentos para esse grupo de ciências ou disciplinas, ocupando a obra de Dilthey posição privilegiada entre eles.
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Alguns autores ingleses tentaram traduzir a expressão Geisteswissenschaften pelo termo ciência moral, tendo J. Schiel, que traduziu a Lógica de Mill para o alemão, de fato usado o termo alemão para o termo de Mill as ciências morais, mas da discussão da maioria dos autores do século XIX preocupados com a fundamentação das Geisteswissenschaften é óbvio que essa não é boa escolha, porque a expressão empirista as ciências morais inclui certas disciplinas filosóficas não cobertas pelo termo alemão.
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Outros autores falam de humanidades, estudos humanos ou estudos humanísticos, o que também não é escolha feliz, pois esses termos são usualmente usados em contexto educacional, não ontológico ou epistemológico e metodológico, não podendo obviamente negar-se que parte da ambiguidade da discussão sobre as Geisteswissenschaften é de fato resultado do fato de que, na preocupação com e na discussão sobre as Geisteswissenschaften, a dimensão educacional desempenhou papel importante na opinião de alguns autores, para dizer o mínimo.
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Na língua alemã era, e em certa medida ainda é, bastante comum falar da distinção entre as ciências naturais e as Geisteswissenschaften, enquanto na língua inglesa tal distinção é muito raramente usada, certamente não em tratados de filosofia da ciência, sendo comum fazer distinção entre ciências naturais e sociais, ou ciências humanas, ciências do homem etc.
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Parece, porém, que a proposta de empregar o termo ciências humanas para o termo Geisteswissenschaften também é infeliz, pois não há dúvida de que no século XIX o termo Geisteswissenschaften inicialmente não incluía as ciências comportamentais e sociais, tendo Dilthey em particular excluído explicitamente a psicologia e a sociologia do domínio das Geisteswissenschaften.
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Além disso, a maioria dos autores do século XIX empregava o termo para se referir às ciências culturais, as ciências do espírito objetivo, e notadamente às disciplinas históricas e filológicas apenas, e independentemente do que se pense sobre essa questão, ela certamente ilustra claramente a complexidade do problema básico e a ambiguidade com que a discussão sobre as Geisteswissenschaften se tornou nublada.
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Subjacente à disputa sobre a questão está a pergunta sobre o status ontológico, epistemológico e metodológico preciso tanto da psicologia quanto da sociologia, mas igualmente da antropologia, economia, estudo do direito, ciências da religião etc., sendo bem sabido que nesse aspecto a psicologia tem sido o ponto focal de grande número de autores desde 1880, e que a questão concernente à relação precisa entre sociologia, de um lado, e história e filosofia prática, de outro, nunca foi resolvida a contento de todos.
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Está-se ciente de que mesmo mencionar essas questões deixa muitos autores muito inquietos, mas é o caso que estas e muitas outras questões desse tipo desempenharam papel na discussão sobre as Geisteswissenschaften.
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Um dos primeiros autores a expressar a ideia de que é necessário desenvolver um tipo completamente novo de ciência além das florescentes ciências naturais, que deveria se ocupar da realidade humana, foi Vico, em cuja visão as ciências naturais que fazem uso extensivo de matemática e lógica são guiadas por amplos princípios lógicos, devendo ser desenvolvida uma scienze nova que faça uso de um novo tipo de lógica a ser desenvolvida por meio de alguma combinação de ideias tomadas da filosofia, filologia e história.
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Após a morte de Vico, várias pessoas tentaram materializar concretamente essa ideia, sendo Hegel tido como o primeiro a ter sucesso nessa tarefa, mas após a morte de Hegel tornou-se claro bastante cedo que sua posição é realmente inaceitável, não só por causa das suposições metafísicas que implica e do fechamento que exige, mas também porque seu sistema estava em plena contradição com o estado atual das coisas e certas intuições trazidas à luz por várias ciências.
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Assim, o estudo científico do todo do espírito logo se fragmentou em várias disciplinas que epistemológica e metodologicamente pareciam heterogêneas, tornando necessária nova busca de unidade entre essas disciplinas, com vários autores tentando dar conta do status epistemológico e dos problemas metodológicos dessas ciências a partir de várias perspectivas filosóficas diferentes, mas nenhuma dessas tentativas tendo sucesso.
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Foi durante esse período que o termo Geisteswissenschaften foi introduzido para se referir a essas disciplinas, mas, como já se observou desde o início, o significado da expressão era bastante ambíguo e a extensão do termo variava de autor para autor ou de escola para escola.
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É importante perceber aqui que a discussão sobre as Geisteswissenschaften se originou em mundo muito complexo e frequentemente confuso, tendo o termo começado a circular como termo técnico em época em que as Igrejas já haviam perdido sua influência sobre a maior parte da intelligentsia, em que as mesmas Igrejas começavam a perder sua influência sobre a força de trabalho em rápido desenvolvimento, em que a estrutura da maioria das sociedades ocidentais mudou drasticamente passando de agrárias a industriais, em época de grande turbulência política na cena nacional e internacional.
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Foi também época em que tanto a teologia quanto a filosofia começaram a perder suas posições clássicas em todo o quadro educacional do Ocidente, em que as ideias do iluminismo se tornaram parte integrante da educação geral de todo estudioso, em que a estrutura e a função da universidade começaram a mudar substancialmente, em que cada vez mais novas disciplinas foram adicionadas ao currículo, cada uma buscando independência, reconhecimento e poder.
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Foi ainda época em que o idealismo alemão começou a ser cada vez mais severamente criticado, em que Nietzsche começou a desenvolver sua concepção de niilismo moderno e a pensar em modos de superá-lo sem ter de retornar ao platonismo clássico, em que Comte propôs sua philosophie positive, e Lotze introduziu o que mais tarde se tornaria conhecido como filosofia dos valores e axiologia, e período finalmente em que pela primeira vez se tentou desenvolver ciências estritamente empíricas do homem e da sociedade.
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É obviamente muito difícil avaliar a influência desses e de outros fatores importantes sobre a sociedade, sobre a estrutura e função de todo o sistema educacional ocidental e sobre o significado e função da universidade em particular, e o impacto de tudo isso sobre a maneira como os vários autores começaram a conceber o significado e função das Geisteswissenschaften.
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Mas isso pode talvez explicar por que em algumas escolas de pensamento críticas da perspectiva idealista outros termos foram introduzidos para se referir a esse grupo de disciplinas, tais como Kulturwissenschaften, Gesellschaftswissenschaften ou Geschichtswissenschaften, apontando esses novos termos, por sua vez, para outra fonte de confusão e ambiguidade já mencionada antes.
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Algumas dessas expressões sugerem que as ciências comportamentais e sociais (ao menos em certa medida) também pertencem às Geisteswissenschaften, enquanto outras sugerem que devem ser excluídas, podendo isso talvez explicar por que na discussão filosófica sobre a fundamentação das Geisteswissenschaften alguns autores preferiram permanecer dentro do quadro de pensamento que via Hegel remonta a Vico, enquanto outros tentaram considerar as questões básicas a partir de perspectiva basicamente de origem cartesiana.
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Esta última perspectiva enfatizava a distinção nítida entre natureza e mente ou espírito, sublinhava a necessidade de as Geisteswissenschaften metodológica e epistemologicamente imitarem as ciências naturais, manterem atitude livre de valores e, falando geralmente, dissolverem os critérios normativos da tradição para a distinção entre diferentes ramos de aprendizado e pesquisa.
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Já se apontou que nos séculos XVIII e XIX a universidade passou por mudanças bastante drásticas, com muitas novas ciências e disciplinas sendo gradualmente introduzidas, tornando-se logo claro que a concepção grega clássica da divisão das ciências era inadequada.
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A distinção entre ciências teóricas e práticas, de um lado, e a divisão das ciências teóricas em diferentes ramos filosóficos, de outro, pareciam totalmente inadequadas para dar conta da situação que se desenvolvera ao longo do tempo, tendo essa convicção geralmente aceita possibilitado que as Geisteswissenschaften encontrassem seu caminho para a universidade como disciplinas independentes.
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Inicialmente apenas as ciências filológicas e históricas foram incluídas nas Geisteswissenschaften, sendo depois outras ciências do homem adicionadas a essas disciplinas centrais.
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Uma vez que diferentes Geisteswissenschaften se desenvolveram e encontraram seu caminho para a universidade por meio de sua afiliação à faculdade de filosofia, a questão de sua fundamentação foi levantada sistematicamente, tendo desde a última parte do século XIX duas questões sido debatidas intensamente: se as Geisteswissenschaften são de fato disciplinas ou ciências independentes; e como devem ser distinguidas das ciências naturais.
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Após os esforços de Pascal (que distinguiu um esprit géométrique de um esprit de finesse) e Vico, ambos realmente independentes do quadro de pensamento cartesiano, novos esforços se desenvolveram no século XIX, todos assumindo a distinção entre natureza e consciência, com Comte e Mill argumentando que as Geisteswissenschaften também devem empregar métodos empíricos, enquanto Boeckh, Droysen e Dilthey pensavam isso impossível.
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As duas principais escolas do neokantismo adotaram o último ponto de vista, com Cohen e Natorp sugerindo que a ética deveria ser a lógica das Geisteswissenschaften, enquanto Windelband e Rickert tentaram dar conta de uma lógica independente das Geisteswissenschaften via oposição entre lei e evento e a distinção entre métodos nomotéticos e ideográficos.
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O esforço mais importante para clarificar os fundamentos das Geisteswissenschaften (que Rickert e Windelband chamam de ciências culturais) foi dado na época por Dilthey em sua crítica da razão histórica, tendo Dilthey enfatizado a distinção, introduzida primeiro por Droysen, entre compreender e explicar, e ainda tentado entender as Geisteswissenschaften em sentido normativo como ciências gerais da ação (allgemeine Handlungswissenschaften).
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A linguagem das Geisteswissenschaften não se limita assim a descrever fatos históricos, pois também formula enunciados nomológico-teóricos bem como práticos, atribuindo Dilthey à compreensão e explicação metódica dos testemunhos do passado que foram transmitidos uma intenção prática, a saber, a tarefa de fundar racionalmente ações individuais e sociais relevantes para o presente e o futuro.
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É bastante compreensível que na discussão sobre as Geisteswissenschaften aqueles primariamente preocupados com Bildung, formação e educação tendessem a conceber o termo em sentido bastante amplo, a manter relação bastante estreita entre as Geisteswissenschaften e a filosofia, e assim a dar às disciplinas relevantes caráter predominantemente normativo.
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Por outro lado, aqueles preocupados com a pesquisa que queriam competir com os cientistas líderes no reino das ciências naturais e tentavam arduamente ser aceitos entre seus colegas predominantemente não filosóficos, cientificamente e às vezes até positivisticamente orientados nas ciências genuínas, tendiam a definir o termo em sentido bastante estreito (apenas ciências linguísticas e históricas) e focavam primariamente as dimensões epistemológica e metodológica das Geisteswissenschaften.
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É assim compreensível que no final do século, quando a confusão havia atingido proporções extremas, Dilthey pudesse voltar-se para a questão de como precisamente as Geisteswissenschaften, que são essencialmente diferentes das ciências da natureza, podem receber fundamentação análoga à que Kant em sua Crítica da Razão Pura dera às ciências físicas.
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Os estudiosos orientados metodologicamente obviamente não eram cegos ao fato de que Bildung, formação e educação não podem ser substituídas por pesquisa científica em certo número de áreas limitadas, sendo de opinião que os humaniora tradicionais e particularmente a filosofia teriam de cuidar do aspecto tipicamente educacional da formação de alguém como especialista em alguma área.
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A preocupação de Dilthey com as Geisteswissenschaften foi inspirada também por essa problemática.
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É obviamente impossível neste contexto elaborar sobre as reflexões filosóficas de Dilthey sobre o significado e função das Geisteswissenschaften, devendo-se remeter aqui à literatura secundária, bastando mencionar o fato de que a investigação de Dilthey inspirou grande número de estudiosos e os convidou a se ocuparem da fundamentação dessas ciências.
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No que concerne a Heidegger, viu-se que ele emprega o termo Geisteswissenschaften em sentido bastante estreito, apenas para as ciências históricas, e sua contribuição à discussão sobre as questões mais importantes aqui levantadas será tratada nos capítulos VI e VII.
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