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estudos:braver:clareira-lichtung-2014

CLAREIRA – LICHTUNG (2014)

BRAVER, Lee. Heidegger: thinking of being. 1. publ ed. Cambridge: Polity Press, 2014.

  • A clareira é apresentada como o sempre-já último, pois para que entes apareçam sob qualquer seridade é necessário que apareçam de algum modo, de modo que a manifestação é condição para conhecimento e discurso e deve estar em vigor para todo o resto ocorrer.
    • Entes precisam aparecer para serem conhecidos.
    • A aparição é condição de qualquer forma de seridade.
    • Mudanças históricas não eliminam a necessidade de aparecer.
    • A clareira é condição de possibilidade do aparecer.
    • A clareira deve preceder qualquer acontecimento ulterior.
  • A tarefa consiste em abertura à clareira e ao apropriar que traz o humano ao próprio como aquele que percebe o ser, mantendo a ideia de que o humano é a clareira onde entes são desocultados, inicialmente em moldura kantiana de atribuição ao cuidado e à projeção de metas, e depois com deslocamento para recepção da clareira como algo concedido.
    • Apropriar traz o humano ao próprio como ser que percebe o ser.
    • O humano é o lugar em que entes emergem à luz.
    • A desocultação ocorre no interior da consciência ou atenção.
    • O cuidado projeta metas e papéis que iluminam heranças e oportunidades.
    • A atividade abre espaço de visibilidade e uso e pode mudar modo de ser de entes.
    • A ênfase tardia passa de criação para acolhimento do concedido.
  • Há inter-relação inescapável entre ser e humano, em que o humano é resposta ao ser e o ser é presença que concerne e reivindica o humano, exigindo abertura de clareira, com apropriação mútua sem que o ser seja posto primeiro apenas pelo humano.
    • O humano é relação de responder ao ser.
    • Ser é pensado como presença.
    • Ser concerne ao humano por reivindicação.
    • A chegada do ser como presença requer abertura humana.
    • A abertura é clareira de que o ser necessita.
    • Ser e humano pertencem um ao outro.
    • A apropriação é mútua, não produção unilateral.
  • Ser e humano são descritos como aspectos de um evento único, em que ser é aparecer e humano é o aparecido-a, e o pensar humano ecoa a auto-revelação do mundo ao trazer o próprio ser à presença, realizando o deixar-ser como consumação da essência da verdade enquanto desvelamento.
    • Ser e humano não são duas entidades separadas.
    • São duas faces de um evento.
    • Ser é o aparecer, humano é o destinatário do aparecer.
    • O pensar pode trazer o ser mesmo à presença.
    • Deixar os entes ser cumpre a essência da verdade como desvelamento.
  • A clareira é apresentada como essência do humano que atravessa todas as mudanças históricas, condição mais profunda da possibilidade da experiência, e figura como palco invariável no qual entes e seridades são cenas mutáveis, superando a estrutura kantiana ao localizar a condição última no próprio clarear.
    • A clareira persiste através das épocas de metafísica.
    • Metafísica exige clareira para existir.
    • A clareira é condição da possibilidade de experiência.
    • Entes e modos de seridade são comparados a personagens e cenários.
    • A clareira é o palco que permanece.
    • A condição de possibilidade é situada mais profundamente que em Kant.
  • A permanência na clareira é inevitável, pois agir, pensar e dizer requerem alguma consciência de algo, e essa ubiquidade torna difícil tematizar explicitamente o próprio estar na clareira, reforçando o valor de capturas epocais de seridade e explicando a ocultação em plena evidência.
    • Não há como não estar na clareira ao lidar com qualquer assunto.
    • A consciência é sempre consciência de algo, como intencionalidade fenomenológica.
    • O ubíquo é inconspícuo e difícil de notar.
    • Metafísicos captam seridade epocal disseminada em fenômenos.
    • A ocultação do próprio fato de consciência é ainda maior.
    • A vida cotidiana favorece negligência por ocupação.
  • A iluminação da clareira visa tornar explícita a região aberta do presente e do ausente e possui razão ética no sentido de orientar um modo de vida que valoriza e celebra o fato da consciência, figurando o humano como pastor, guarda ou preservador do ser.
    • A clareira é região aberta para o que se torna presente e ausente.
    • Tornar-se explicitamente ciente da clareira é exigência do pensar.
    • A meta é ética como orientação de vida, não como regras.
    • Valorizar o fato de consciência envolve guardar a desocultação.
    • A imagem do pastor ou guardião expressa preservação do desvelamento.
  • O conceder que envia ao revelar é descrito como poder salvador que permite ver e entrar na dignidade de guardar a desocultação e também a ocultação, e a diferença entre apagar e acender a clareira é explicada como capacidade de intensificar atenção ao ser, análoga a soprar brasa até virar fogo.
    • O conceder é poder salvador.
    • A dignidade reside em vigiar desocultação e ocultação.
    • O humano pode atenuar ou intensificar a luz da clareira.
    • Atenção ao ser é comparada a soprar brasa.
    • A experiência fenomenológica envolve tornar mais vívida a doação inicial.
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