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Estudo Ilustrado

BIEMEL, Walter. Martin Heidegger: an illustrated study. New York: Harcourt Brace Jovanovich, 1976.

  • A resenha de David Farrell Krell sobre o livro “Martin Heidegger: An Illustrated Study”, de Walter Biemel, avalia a obra como uma adição bem-vinda à literatura sobre Heidegger, por localizar com precisão o núcleo do questionamento heideggeriano na dupla questão do Ser e da Verdade, convergindo na “aletheia”, embora critique a ausência de elementos biográficos e a abordagem puramente textual que dissolve o homem na obra.
    • O livro, publicado originalmente na série de monografias da Rowohlt, não cita cartas ou documentos pessoais de Heidegger, afirmando que “sua obra é sua vida”, o que impede qualquer redução biográfica, mas cria um fosso entre a interpretação imanente e as fotografias, que interrompem o texto sem integração temática.
    • Os primeiros dois capítulos, sobre a influência e o desenvolvimento do pensamento de Heidegger, são considerados breves e insuficientes, reproduzindo textos já conhecidos e não utilizando fontes essenciais como Gadamer e Pöggeler, embora as memórias pessoais de Biemel como aluno sejam apreciadas.
    • O terceiro capítulo é elogiado por sua apresentação sucinta do duplo tema do pensamento de Heidegger, mostrando a origem grega da questão do Ser e da Verdade como “desocultamento” (unhiddenness), e a unidade essencial de sua trajetória de “Ser e Tempo” até “O Fim da Filosofia e a Tarefa do Pensamento”.
  • A exposição de Biemel sobre os sete textos principais de Heidegger é considerada bem-sucedida nos capítulos sobre a verdade, a obra de arte, a tecnologia e a linguagem, mas falha em obras maiores como “Ser e Tempo”, onde a exposição se torna uma “imitação débil” e uma “repetição confusa”, perdendo a direção e repetindo a terminologia sem elucidá-la.
    • A tentativa de dissolver o homem na obra é criticada por embotar o impacto de “Ser e Tempo”, onde o conhecer é um modo fundado de desvelamento e o Dasein é discutido em termos de facticidade, e por ignorar as consequências do “erro político” de Heidegger para seu pensamento, como a mudança na “Questão da Técnica”, onde a arte, e não a arte de governar, oferece uma alternativa à técnica.
    • As fotografias no livro são vistas como interrupções bem-vindas que comunicam coisas sobre Heidegger que o autor aparentemente queria remover do campo de visão, sugerindo a necessidade futura de um texto biográfico que leve a sério a analítica do Dasein e a mortalidade do pensador.
  • A tradução de J. L. Mehta é elogiada por permitir ao leitor experimentar as dificuldades e estranhezas do texto, mas algumas traduções de palavras-chave são criticadas, como “caring” para “Besorgen” e “tearing down” para “Destruktion”.
    • O livro é bem projetado e impresso, embora a edição alemã distribua as fotografias de forma mais sensata, e há alguns erros de impressão, concluindo com uma cronologia detalhada da obra de Heidegger e uma excelente bibliografia.
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