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estudos:benoist:heidegger-3-2006

RESUMO DE CURSO SOBRE HEIDEGGER 2006 (3)

Joscelyn Benoist. Heidegger. Cours Agrégation 2006. Paris: Presses Universitaires de France, 2006.

A ignorância da tradição também não é compartilhada com Husserl. Ele retém, no entanto, a recusa de qualquer argumento de autoridade na filosofia: é preciso reconquistar uma base de referência direta às coisas em si. Qual é o estilo adequado para a descrição? = ponto que os fará divergir, pois será necessária a narração para Heid. Essa exigência husserliana pode trazer resultados se aplicada ao que Husserl não fez: à leitura dos textos. É uma ideia estranha para Husserl (1911): para ele, ou nos interessamos pelas coisas ou pelos textos. Ao trabalhar com os textos clássicos, trabalhamos através deles com as coisas em si, com um ponto de vista sempre sobre a coisa em si. Há uma história da coisa em si e da maneira como ela se fenomenalizou. CF início da Filosofia Primeira de Husserl: parece fazer isso, mas permanece em um modelo cientificista clássico. A teoria correta parece sempre cobrir as outras: não há ideia de que a história do acesso faz parte da determinação do fenômeno em si. Em Dilthey, o ponto de vista hermenêutico levava a uma forma de relativismo. O único universal que subsiste: a vida (conceito culturalista). Difícil de conceber. Em Heid, muito cedo, ele se opõe ao relativismo, ao mesmo tempo em que desloca o terreno de Husserl para a hermenêutica (paradoxal). Quando ele recentra sua problemática em um eixo ontológico, compreendemos melhor: o universal que se mantém é o ser. Portanto, estamos sempre ligados à coisa em si. Todas as referências à coisa estão sempre naquilo em que nos encontramos: o ser. O ser é sempre já dado. O próprio sujeito só é possível tendo como pano de fundo o ser. Perspectiva ontológica sobre a hermenêutica, que também a modifica. Descrever como o ser humano existente no mundo se comporta é o que lhe interessa. O ponto de vista da ligação da conexão é apenas um ponto de vista: superar novamente esse ponto de vista em direção ao ontológico. Intérpretes sobre o próprio ser. Releitura ontológica do compromisso hermenêutico. As tarefas da fenomenologia e da história da filosofia não podem ser separadas. Heid passa seu tempo reintegrando problemas e métodos de Husserl e, por outro lado, se afirma como um grande leitor da história da filosofia (notadamente de Aristóteles). O Aristóteles que interessa a Heid: aquele da ciência do ser como ser + problema do tempo que ele retoma em SUZ, mas ele comentou principalmente a EN e a retórica = ties do agente em contexto. Grande parte dos conceitos de SUZ vem daí: cf. Sorge (preocupação): vem de uma reflexão sobre as atitudes práticas analisadas por Ari em L'EN mais do que de Pascal e do divertimento. A perspectiva fenomenológica e a leitura dos textos formam uma continuidade. Heid tem a ideia de que a cultura do mundo grego nos daria acesso direto ao que a fenômenologia encontrou (pensamento do encontro das coisas mesmas): o mundo grego parte da presença da coisa. Meu caminho na fenômenologia = fazer a fenômenologia de Husserl e ler os autores gregos = a mesma coisa para ele.

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