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estudos:beaufret:dialogos:fim

Fim da Filosofia

JBDH3

  • O “virage do tempo” (Wende der Zeit) e o chamado da poesia de Hölderlin
    • O “virage do tempo” (Wende der Zeit) é uma palavra insólita, ausente em “Sein und Zeit” (Ser e Tempo), mas que, no entanto, se apoia neste livro, e é o “canto do poeta” que “invoca o virage do tempo”.
    • A questão do “ser e tempo” não é uma oposição filosófica clássica como “ser e aparência” ou “ser e devir”, mas talvez o “fundo” de toda a filosofia, e a tarefa da pensamento é encontrar uma “saída” para o “círculo” da filosofia.
    • A “destruição” (Destruktion) da filosofia, anunciada em “Sein und Zeit” (Ser e Tempo), não é um “edificar de ruínas”, mas uma “destruição nupcial” que visa “despertar novamente” para a pergunta pelo “sentido do ser” (Sinn des Seins).
  • A pergunta pelo “sentido do ser” e a interpretação do tempo como horizonte
    • A pergunta fundamental é “por que precisamente o tempo?”, e a resposta é que o “ponto de mira” (Zielpunkt) da descoberta do ser pelos gregos é o tempo, embora tenha permanecido “em retiro” (zurückgehalten).
    • O “ser” (Sein) não é um mero “auxiliar” (Hilfsverb), mas o “verbo dos verbos”, que diz a “presença” (Anwesenheit) e o “presente” (Gegenwart), e a “claridade do ser” (Lichtung des Seins) é a “cruzada” (Kreuzung) de todos os horizontes do tempo.
    • A “herança” (Erbe) grega, que é a presença secreta do passado como abertura para o futuro, é distinta da “hereditariedade” (Erblichkeit), e a “novidade” (Neuheit) do “matino” (Morgen) é mais essencial que a “moda” (Mode) do “novo” (Neues).
  • O “passo de recuo” (Schritt zurück) da metafísica e a pergunta fundamental
    • “Sein und Zeit” (Ser e Tempo) não é uma “tese” (These) sobre o ser, mas o “não-dito” (Ungesagte) da palavra grega, e a passagem da “questão diretriz” (Leitfrage) da metafísica para a “questão fundamental” (Grundfrage) é a passagem do ser ao tempo.
    • A iniciativa de Heidegger é um “passo de recuo” (Schritt zurück) da metafísica, não um “salto” (Sprung) para uma nova metafísica, e a “topologia do ser” (Topologie des Seins) busca o “lugar” (Ort) da manifestação do ser.
    • O “título” (Titel) “Ser e Tempo” (Sein und Zeit) é um “título de transição” (Übergangstitel), e a questão do “tempo e ser” (Zeit und Sein) é a questão do “acontecimento apropriador” (Ereignis).
  • A “finitude” (Ende) da filosofia e o “outro começo” (anderer Anfang)
    • A “filosofia” (Philosophie) chegou ao seu “fim” (Ende) com Nietzsche, pois sua “inversão do platonismo” (Umkehrung des Platonismus) é o “ponto final” (Schlusspunkt) de uma aventura que teve um “começo” (Anfang), e o “fim da filosofia” (Ende der Philosophie) não é o fim da “pensamento” (Denken).
    • O “outro começo” (anderer Anfang) do pensamento, que não é mais filosofia, é uma “pensamento que ainda virá” (kommendes Denken), que é “mais próximo da fonte” (quellenäher) que a metafísica, e que “prepara” (bereitet) a passagem para um novo “matino” (Morgen).
    • A “pensamento que ainda virá” (kommendes Denken) não é “sabedoria” (Weisheit) nem “ciência” (Wissenschaft), mas um “caminho” (Weg) que “escava sulcos” (Furchen) no “dizer” (Sage) do ser, e a “topologia do ser” (Topologie des Seins) é o “poema do pensamento” (Gedicht des Denkens).
  • A “topologia do ser” (Topologie des Seins) e a questão do “lugar” (Ort)
    • A “topologia do ser” (Topologie des Seins) é a questão do “lugar” (Ort) onde o ser se “mostra” (zeigt) em seu “retiro” (Entzug), e a “topografia” (Topographie) da metafísica, que se contenta em “localizar” (verorten) o ser na “consciência” (Bewusstsein), é insuficiente.
    • A passagem da “consciência” (Bewusstsein) para o “ser-aí” (Da-sein) é a passagem para uma “localização” (Verortung) que abre o “espaço” (Raum) onde o “aí” (Da) aparece como “tempo” (Zeit).
    • O “tempo” (Zeit) é o “lugar” (Ort) do “ser-aí” (Da-sein), e a “topologia do ser” (Topologie des Seins) é a “localização” (Verortung) do “virage do tempo” (Wende der Zeit), que é o “acontecimento apropriador” (Ereignis).
  • O “acontecimento apropriador” (Ereignis) e o “e” (und) de “Ser e Tempo”
    • O “acontecimento apropriador” (Ereignis), que é o “fundo” (Grund) da questão “ser e tempo” (Sein und Zeit), é o “e” (und) que coordena os dois termos, e o “e” (und) é mais “digno de questão” (fragwürdiger) que os próprios termos.
    • O “acontecimento apropriador” (Ereignis) é a “insólita encontro” (ungewöhnliche Begegnung) do “olho” (Auge) e do “próprio” (eigen), e ele é o “retiro” (Entzug) do “enigma” (Rätsel) do ser, que “nos mantém sob seu olhar” (uns unter seinen Blick hält).
    • A “pensamento que ainda virá” (kommendes Denken) é um “caminho” (Weg) que é um “aprendizado” (Lernen) de “envelhecer” (altern) para “libertar os jovens no inicial” (die Jungen ins Anfängliche befreien).
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