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estudos:agamben:uso-do-mundo-5-2014
PRÓPRIO-IMPRÓPRIO (2014)
AGAMBEN, Giorgio. O uso do mundo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014
4. Relação entre Uso e Cura em Martin Heidegger
4.5. A Dialética do Impróprio (Uneigentlich) e do Próprio (Eigentlich) na Analítica do Dasein
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A inscrição do primado da Cura (die Sorge) sobre o uso na dialética entre impróprio (Uneigentlich) e próprio (Eigentlich)
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O que se apresenta como primário (Dasein «antes de tudo e na maioria das vezes») deve «cair» (Verfallen) na impropriedade e inautenticidade
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O próprio (Eigentlich) como não tendo «um lugar e uma substância outra» em relação ao impróprio (Uneigentlich): é «existencialmente somente um aferramento modificado disto» (nur ein modifiziertes Ergreifen dieser - Heidegger 1, p. 179)
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O primado do próprio (Eigentlich) (Cura, temporalidade) sobre o impróprio (Uneigentlich) (manejabilidade, espacialidade) repousa em uma estrutura de ser singular: algo existe e se dá realidade aferrando um ser que o precede, mas que se desvanece e se retira
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A analogia com a dialética que abre a Fenomenologia do Espírito de Hegel
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A certeza sensível como objeto «primeiro e imediatamente» (início falso)
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A certeza sensível se revela a experiência mais abstrata e pobre de verdade, tornando-se verdadeira por um processo de mediação e negação
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A necessidade do início que deve ser retirado para só no fim ser compreendido
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O próprio (Eigentlich) como aferramento modificado do impróprio (Uneigentlich): a Cura (die Sorge) como um aferramento da impropriedade do uso
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A questão da necessidade do falso início para o Dasein e a tradição filosófica
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O não-verdadeiramente-humano pressuposto para o humano
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A exclusão/inclusão do uso do corpo e inoperosidade do escravo para a ação política livre e obra do homem
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A possibilidade mais própria colhida pela retomada do sperdimento e da queda no impróprio
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O cuidado de Heidegger contra a interpretação teológica da «queda» (das Verfallen) (nota de rodapé a)
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A queda do Dasein no impróprio não deve ser interpretada onticamente como «doutrina do estado de corrupção (status corruptionis) da natureza humana» ou se o homem «está “afundado no pecado”»
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A secularização da doutrina teológica da queda e do pecado original na analítica do Dasein (como Hegel fez com a doutrina da redenção)
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O deslocamento de plano da secularização como uma absolutização do paradigma
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