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DECADÊNCIA E FACTICIDADE (2015:263-265)
AGAMBEN, Giorgio. A potência do pensamento. Ensaios e conferências. Tr. Antônio Guerreiro. Belo Horizonte: Autêntica, 2015
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A Grundbewegung da vida é denominada por Heidegger como Ruinanz, do latim ruina, desmoronamento, queda, primeira ocorrência do que em Sein und Zeit será die Verfallenheit, apresentando o entrelaçamento do próprio e do impróprio, do spontaneus e do facticius, que constitui também a Geworfenheit do Dasein, enquanto movimento que se produz a si mesmo e ao mesmo tempo produz o vazio no qual se move, aproximando a facticidade do conceito de Kinesis em Aristóteles e revelando o lugar central da kinesis no pensamento de Aristóteles e da facticidade no pensamento do primeiro Heidegger
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Ruinanz como desmoronamento e queda
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relação com die Verfallenheit em Sein und Zeit
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vínculo com Geworfenheit do Dasein
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aproximação entre facticidade e Kinesis em Aristóteles
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centralidade da kinesis e da facticidade
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O vocabulário ainda em busca de forma nos anos 1920 encontra em Sein und Zeit o dispositivo teórico definitivo, no qual, já no parágrafo 12, ao definir a Grundverfassung do Dasein, Heidegger introduz o conceito de facticidade no contexto da distinção dos modos de ser, esclarecendo que In-der-Welt-Sein não designa a propriedade de um ente disponível como uma coisa corpórea, mas exprime a estrutura própria do Dasein como Existenzial e não como Kategorial, de modo que entes sem mundo podem estar lado a lado ou tocar-se, mas somente quando algo pode ser encontrado como mundo é possível falar propriamente de estar junto no sentido de Sein-bei-der-Welt
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inserção da facticidade na distinção dos modos de ser
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In-der-Welt-Sein como estrutura do Dasein
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diferença entre Existenzial e Kategorial
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exemplo da cadeira e da parede
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condição de possibilidade do Sein-bei-der-Welt
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A dificuldade conceitual acerca do Dasein, que não é weltlos, impõe a necessidade de concebê-lo como um Faktum sem ser factual, capaz de encontrar o ente e a si mesmo sem ser mero ente intramundano nem desprovido de dimensões do fato, levando à formulação da facticidade como modo de ser distinto da simples disponibilidade, pois embora o Dasein possa ser concebido como nur Vorhandenes ao abstrair-se o In-Sein, sua factualidade difere ontologicamente do aparecimento factual de um mineral, sendo a facticidade o nome da estrutura emaranhada que inclui o ser-no-mundo de um ser intramundano preso ao destino do ente que encontra no interior de seu mundo
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distinção entre nur Vorhandenes e disponibilidade própria do Dasein
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diferença entre Tatsächlichkeit e factualidade de um mineral
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facticidade como determinação de ser do Dasein
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inclusão do ser-no-mundo na estrutura da facticidade
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Do ponto de vista formal, a facticidade apresenta o paradoxo de um Existenzial que também é Kategorial e de um Faktum que não é factual, não sendo nem vorhanden nem zuhanden, mas um modo de ser específico cuja conceitualização marca de modo essencial a reformulação heideggeriana da questão do ser como nova articulação dos modos do ser
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paradoxo entre Existenzial e Kategorial
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nem pura disponibilidade nem objeto de uso
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reformulação da questão do ser como articulação dos modos de ser
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